Por Rebecca Santoro
Este sábado, 22 de março, começou bem. Em matéria veiculada pelo JB Online, o tenente QAO reformado, José Vargas Jimenez, ex-chefe de um dos Grupos de Combate (GCs) que lutou na guerrilha do Araguaia resolveu pronunciar-se mais uma vez a respeito do episódio. E isso, suponho, não deve ter nada a ver com a vontade de que seu livro "Bacaba - memórias de um guerreiro de selva da Guerrilha do Araguaia", editado, segundo o próprio autor, com recursos próprios, tenha um boom de vendas. Não, claro que não.

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Também não deve ter nada a ver com a covarde bajulação que se faz de antigos algozes, muito em moda entre alguns militares de hoje (fenômeno também conhecido como Síndrome de Estocolmo), a revelação de material sobre a guerrilha que, coincidentemente, sempre achincalha os combatentes militares, descrevendo-os como sanguinários, estupradores, aviltadores da vida alheia, etc. Não, claro que não.


Mas, desta vez, o ex-tenente – que inclusive estaria para receber, vejam só, uma medalha do Exército – soltou essa pérola: "A ordem era atirar primeiro e perguntar depois. Nós entramos para matar, destruir. Não era para fazer prisioneiros".

É, o tenente deve estar falando mesmo a verdade. José Genoíno, Neusa Rodrigues Lima, Zezinho do Araguaia, Danilo Carneiro e outros, que retornaram vivíssimos da guerrilha, que o digam, não é mesmo? São eles que hoje andam pelo país, cabisbaixos e empobrecidos – todos pessoas que, só de olhar, a gente percebe o ar de criatura traumatizada por horripilantes torturas sofridas. Pessoas inocentes, coitadas, que não sabiam que pegar em armas para fazer a revolução comunista era entrar em guerra contra o povo brasileiro, cujas Forças Armadas, pelo menos naquela época, tinham a obrigação de proteger e de livrar de destino igual ao de Cuba, por exemplo – ilha maravilhosa na qual morrem milhares de pessoas, anualmente, para falar só em tentativas de fuga! Quem fugiria do paraíso socialista?

Um outro aspecto interessante sobre o pronunciamento do ex-tenente: há algo de muito estranho quando um militar acha que possa entrar numa guerra para morrer e não para matar. Presume-se que seja o contrário; ou seja, que, numa guerra, as pessoas entrem, tanto militares como guerrilheiros, para vencer, e isso, embora haja os que não queiram enxergar a realidade, compreende, sim, entre outras coisas, matar o inimigo e destruir sua capacidade de recomposição para retaliação. É, a guerra não é a mais nobre das façanhas humanas, mas, existe, infelizmente e quase sempre por causa de gente que acha que está acima dos outros e que deve, por isso, aprisioná-los para lhes dizer como serem felizes.

Em seu "relato", Jimenez, que na época da guerrilha comandava um GC com 10 homens, subordinado ao então major Sebastião Rodrigues de Moura, o atual prefeito de Curionópolis (cidade que leva o nome originado de como é conhecido – por "Curió"), diz que eles tinham "o poder de vida e de morte sobre os guerrilheiros. Era para exterminar e não vejo por que esconder que houve tortura ou que se tratou de um extermínio". Primeiro, repito: Genoíno e outros que o digam; segundo: não sabemos ao certo se o que nos é revelado seria motivo ou não de comemoração por não termos tido, pelo menos até a algum tempo atrás, uma organização terrorista tão poderosa quanto as FARC (Forças Armadas Revolucionária Comunistas, da Colômbia – o nome é esse mesmo) circulando em território nacional, promovendo assassinatos, assaltos e seqüestros em massa.

A ministra Dilma Rousseff tem sob seu poder abrir completamente os arquivos do período da guerra de combate aos terroristas por parte das Forças Armadas brasileiras. Já poderia ter aberto tudo. Mas, prefere fazer uma espécie de "filtragem", segundo ela, para não manchar e para não prejudicar a imagem de gente que ainda está viva, blá, blá, blá..... Traduzindo: é preciso não revelar aquilo que não for do interesse da esquerda – uma boa lavagem aos moldes das que foram feitas por Stalin, que modificou, sem a menor cerimônia, livros e documentos históricos (inclusive fotografias) para transformar seu delírio de poder em realidade.

Essa gente parece querer que a conclusão a que se chegue é a de que gente como Fidel Castro, Che Guevara, Stálin, Hitler e tantos outros tinha toda razão em pregar que inimigo bom é inimigo morto. Parece que querem que a História ensine que Anistia é coisa de "otário". Parece que estão conseguindo... Fazem questão de provar isso, diariamente, nos últimos 20 anos, com a farta distribuição de "bolsa-revolucionário" (indenizações a terroristas), com a vasta poluição das instituições por aparelhamento e por corrupção, promovendo a venda e a imobilização do território nacional com a concessão de valiosos e até mesmo produtivos pedaços de terra a invasores armados profissionais e a índios dominados por ONGs estrangeiras e ainda patrocinando atitudes indisfarçavelmente revanchistas contra as Forças Armadas e contra alguns militares que estavam na atividade durante o período em que a luta armada pretendia promover a revolução comunista aqui no Brasil e perdeu.

É, a Anistia, que deveria servir de exemplo a todos os povos civilizados, e que poderia, no caso do Brasil, quem sabe, ter ajudado na construção de uma democracia sólida que preparasse nosso país para um futuro digno, parece mesmo que está condenada a entrar para a História como sendo coisa de "otário". E, mais, confirma-se a regra: para comunista, a mentira é fundamental(*).
 
Rebecca Santoro
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Comentários   
#1 Nicolau 07-10-2014 22:14
PARASITAS ODEIAM REGIME MILITAR!!!
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