Alocução
Irmãos de armas, companheiros da Ativa e da Reserva (Civis presentes?)
Mais uma vez estamos em frente ao Monumento dos Heróis da Intentona Comunista de 1935.
Monumento erigido pela Prefeitura Municipal de Santa Maria e Guarnição Militar, em grande cerimônia realizada no dia 27 de novembro de 1960 e onde, quando estávamos no serviço ativo, nos acostumamos a reverenciar àqueles que foram imolados pela sanha comunista.
Os tempos mudaram. Os governos que se sucederam aos militares proibiram a solenidade pública e a cerimônia foi para dentro dos quartéis O povo não participa mais e as novas gerações, envenenadas pelas distorções históricas dos derrotados, nada sabem do perigo e da tragédia de que se livraram pelo sacrifício dos que deram a própria vida em repulsa ao credo comunista.

Abandonado e esquecido, este monumento teve, em 2003, sua placa de bronze arrancada e sua identidade perdida.

Em 2010, coerente com seu lema que “omitir-se e/ou esquecer também é trair”, a Reserva recuperou, limpou, recolocou a placa roubada, acrescentou outra, reinaugurou o monumento e, a partir daquele ano, nesta data, na hora aproximada em que em 1935 se renderam os comunistas, entrincheirados no 3º RI, na Praia Vermelha, RJ, aqui nos reunimos em lembrança dos que foram assassinados na defesa dos ideais democráticos de nossa Pátria.

Olhem para o nosso monumento. Vejam que os comunistas colocaram seu símbolo: a foice e o martelo entrelaçados, em vermelho, significando a união dos trabalhadores do campo (foice) e os da cidade (martelo).

Mas alguma coisa está faltando no símbolo. (Será colocado um adesivo de CAVEIRA)

Agora ele esta completo. O símbolo de morte e destruição do comunismo não poderia ser melhor representado.

Os trinta nomes de militares assassinados, inscritos neste monumento, referem-se apenas aos militares do 3º RI. Muitos mais, centenas de militares e civis, foram trucidados na Escola de Aviação do Rio de Janeiro e nas cidades de Recife e Natal, onde o movimento foi antecipado.

Confrontados com a férrea resistência das tropas legalistas e de patriotas civis, os comunistas perderam a luta. E essa não foi à última tentativa desses radicais de conquistar o poder para estabelecer uma tirania no Brasil. Nas décadas seguintes, as FFAA se viram novamente lutando contra eles, vencendo-os na selva inóspita e nos combates de ruas de grandes cidades, mesmo experimentando o desgaste de um conflito prolongado.

Mas, a derrota sofrida em 1935 não ensinou aos comunistas que a índole de nosso povo, repudia o assassinato para afirmar a justiça do credo político.

Das situações mais delicadas, dos problemas políticos mais difíceis, como a Independência, a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República, havíamos logrado sair, sem ter manchado de sangue a nossa história com os delitos covardes que fizeram os comunistas recuar às épocas mais primitivas de sua existência.

A vocês, Heróis da Intentona Comunista, se uniram mais de quatrocentos mortos e meio milhar de mutilados e feridos, entre militares e civis inocentes, durante as tentativas de tomada do poder, pelos socialistas, em 1964 e 1968.

A aritmética macabra desse regime fraticida produziu, ao redor do mundo, 65 milhões de mortos na China; 20 milhões na URSS; 2 milhões na Coréia do Norte; 2 milhões no Camboja; 1,7 milhões na África; 1,5 milhões no Afeganistão; 1 milhão no Vietnam; 1 milhão no Leste Europeu e 150 mil na América Latina, atingindo, num cálculo otimista e sem considerar os traumas irreversíveis sofridos pelos prisioneiros produzidos pelos “Gulags” soviéticos, os “Laogais” chineses e os “Campos de reeducação” vietnamitas e cambojanos, a espantosa e inacreditável cifra de 100 milhões de cadáveres!.

A vasta maioria dos países comunistas é culpada dos três crimes definidos no artigo 6º do Estatuto de Nuremberg – crimes contra a paz – crimes de guerra e crimes contra a Humanidade.
Mas, como são “crimes da esquerda” a verdade é esquecida e a orquestração sobre os crimes da direita são relembrados “ad nauseam”, principalmente em nosso país com os 222 mortos ou desaparecidos e os “torturados (?)”durante os regimes militares.

A teoria filosófica, política e econômica do socialismo-comunismo, enlutou a metade do mundo civilizado durante 72 anos e, de repente, como num passe de mágica, a estratégia comunista ruiu fragorosamente.

Como muito bem afirmou o filósofo francês Jean François Revel, em seu livro “A Grande Parada”:
            “Nunca uma experiência havia assim fracassado, de forma tão absoluta, em tão pouco tempo, e de modo tão autônomo, em consequência de seus próprios vícios internos, sem influência de nenhum fator externo, cataclisma natural, epidemia ou derrota militar”.

Fim do comunismo? Ledo engano, pelo menos na América Latina.

Considerando, simbolicamente, como fim do comunismo a queda do Muro de Berlim, em 09 de novembro de 1989, pouco mais de 8 meses depois o “imortal” ditador cubano decidiu substituir o apoio – que havia cessado – do Bloco Oriental pelo de uma TRANSNACIONAL latino-americana. Tratava-se, em essência de recuperar, na América Latina, os territórios perdidos ao redor do mundo.
Assim, aproveitando o poder que tinha, no Brasil, o Partido dos Trabalhadores, liderado pelo indivíduo Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu todos os grupos guerrilheiros da América Latina, na cidade de São Paulo, em julho de 1990.

Imediatamente juntaram-se ao grupo, um presidente cocaleiro, um bufão venezuelano, um recalcado argentino e os mais ignóbeis grupos guerrilheiros e partidos de extrema-esquerda americanos, como o Partido Comunista Cubano, o Partido Comunista Argentino, o Partido Comunista do Brasil, o Partido Comunista Colombiano, o Partido Obrero Revolucionário Trotkista-Posadista (Uruguai), a Frente Armada e Revolucionária da Colômbia (FARC), a Frente Sandinista de Libertação Nacional (Nicarágua), o Exercito Zapatista de Libertação Nacional (México), isso só para citar os mais conhecidos, além de outras quadrilhas, num total de 48 organizações subversivas de diversos países e de variada orientação política.

Estava criado o Foro de São Paulo que já se encontra, desde então protegido e oculto pela mídia em seu 19º Encontro. Em 2014 a subversão será discutida em seu 20º Encontro, provavelmente em La Paz, na Bolívia.

Territórios e apoios perdidos ao redor do mundo foram substituídos por outros, agora no Novo Mundo.

Considerando que o marxismo dos anos sessenta já estava caduco e desprestigiado, os dirigentes do Foro de São Paulo decidiram adotar formalmente os mais diversos disfarces, como o indigenismo, a promoção do separatismo, o ecologismo radical (que obstaculiza o avanço do Estado em obras públicas de infraestrutura, como rodovias e usinas hidroelétricas), a adoção de cotas instigando o preconceito racial, a demonização de todas FFAA americanas para transformá-las em uma única milícia bolivariana e tantas outras, visando sempre à desestabilização das democracias emergentes. Trata-se, em suma, de uma organização que reúne de maneira promíscua, partidos políticos legais, organizações terroristas e grupos narcotraficantes. A unidade estratégica dessas organizações visa tomar o poder em todo continente, criando uma frente de governos socialistas em oposição aos Estados Unidos. Hoje, duas décadas depois de criado, o Foro de São Paulo governa 16 países, nos quais aplica a mesma agenda de aparelhamento do Estado, de limitação das liberdades civis, de relaxamento no combate ao narcotráfico, de perseguição à oposição e à imprensa livre.

A nefasta doutrina marxista voltou agora com outra roupagem. Não se luta mais com armas, mas com mentiras, corrupção, roubos, falsidades, traições, falta de patriotismo. Contra os mistificadores da história é hoje a nossa luta.

Mas, companheiros de 35, o vosso sacrifício não foi em vão. Desde o infausto dia em que foram assassinados, até esta data, as nossas Forças Armadas foram irretorquíveis e intransigentes na defesa contra a ação comunista. A nossa luta, e a nossa vitória foram o triunfo da razão. Honra aos sacrifícios e ao sangue derramado em decênios de confronto com a maior aberração que produziu o pensamento humano, o comunismo.


Estaremos sempre atentos para as palavras do imortal Rui Barbosa:
            “O comunismo não é a fraternidade: é a inversão do ódio entre as classes. Não é a reconciliação dos homens: é sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do Evangelho: bane Deus das almas e das reinvindicações populares.Não dá tréguas à ordem.Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a humanidade,Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador”.
Reserva Ativa de Santa Maria, RS, 27 de Novembro de 2013

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