Correio Braziliense = 03 Nov 2013 
Pedro Rocha Franco » Luiz Ribeiro 

Belo Horizonte e Montes Claros (MG) — Os batalhões de engenharia do Exército cumprem em tempos de paz convocações para várias frentes, muitas delas rejeitadas pela iniciativa privada. O Batalhão Mauá, sediado em Araguari, no Triângulo Mineiro, atua há cinco décadas no estado, onde entregou 20 obras de estradas, aeroportos, ferrovias e edificações. A unidade está encarregada atualmente da reforma do aeroporto de Caravelas (BA) — interditado pela Aeronáutica desde 2007 devido às más condições da pista — e da rodovia até o terminal.

Estratégicas para o turismo na região de Abrolhos e para o escoamento da produção agropecuária, essas obras enfrentam grandes desafios de projeto e sofrem com as constantes chuvas. A presença dos soldados nos canteiros incomoda executivos da construção pesada, que os apelidaram de empregados da "maior empreiteira do Brasil". "As empresas só chiam quando têm interesse", rebate o subtenente Marcelo do Nascimento, um dos responsáveis pelo projeto na Bahia.

A previsão é de que o aeroporto esteja pronto até dezembro. A próxima investida do batalhão será em 2014, na manutenção da BR-367, em Virgem da Lapa(MG), e na sua cidade sede, onde a prefeitura firmou convênio para construir estação de tratamento de esgoto, redes pluviais, calçadas, drenagem e asfaltamento de ruas. "Nossa economia será de 30% em relação a uma contratada do setor privado", comemora o secretário municipal de Planejamento, Nilton Eduardo Castilho, lembrando que o Exército é dispensado de pagar os impostos e encargos sociais exigidos das empresas particulares.
 

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