Por Rubem Azevedo Lima - Correio Braziliense - 17/06/2013
O novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, exagerou ao tratar o escândalo do mensalão, afirmando que usaria o coração para julgá-lo, o que mereceu crítica do jornalista Guilherme Fiuza, no Globo de sábado 8 de junho,( Leia aqui ) pedindo-lhe para votar com o cérebro, como é dever de um jurista.Na mesma semana, sem considerações desse tipo, a revista Caros Amigos praticamente esgotou o assunto corrupção, com reportagens sérias sobre trapaceiros, tipo Maluf e outros mais. A Folha de S.Paulo revelou que Alagoas não dará mais by Text-Enhance" href="/http://imgsapp.impresso.correioweb.com.br/">prêmios a políticos alagoanos, por não haver nenhum sério no estado. Esse jornal diz ainda que uma editora (LeYa) publicará biografia não autorizada de José Dirceu, réu condenado no mensalão. 

  No Correio Braziliense, Luiz Carlos Azedo conta que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não engoliu as trapalhadas do Bolsa Família (de um petista, na Caixa Econômica) e os recentes conflitos indígenas no país. 

Voltando ao novo ministro do STF e ao voto que ele admite dar na Corte, com certeza não é ditado por inconsciência nem para desafiar os seus pares, mas pôr lhe parecer que alguns réus não teriam cometido crime algum, mas deslizes éticos. Pode-se admitir que Barroso tenha adotado essa hipótese.

Infelizmente, os envolvidos no mensalão lidaram com dinheiro, em parte privado, mas também público. Portanto, um crime. O autor de Justiça: o que é fazer a coisa certa, Michael J. Sandel, de Harvard, tratou de muitos casos jurídicos discutíveis, que, de fato, envolviam razões morais, mesmo na classe política. Nessa, alguns usam brechas na lei para resolver questões sociais, sem saberem nem obterem lucro pessoal, uma atenuante. 

Se cumprir o prometido, o ministro Barroso pode, pois, criar problemas políticos e eleitorais para a presidente que o nomeou. Esta é Dilma, que está caindo em sua popularidade. O candidato mais votado na oposição, contra ela, desde já, agradece ao novo ministro do STF, se ele votar mesmo com seu coração.

 

 

 

 

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