“A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam”
  Gen Marco Antonio Felicio da Silva

 Afastado por alguns dias do computador e da Internet, foi com surpresa que tomei conhecimento de uma possível punição a ser aplicada ao Cel Paulo Ricardo da Rocha Paiva por ter se manifestado publicamente, ao discordar de afirmativas constantes da Ordem do Dia, relativa ao dia do Exército.

Em primeiro lugar, há que se reafirmar que a Lei 7524, de 17 de Julho de 1986, respeitados os limites estabelecidos na lei civil, dispõe sobre a livre manifestação, por militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, sobre assunto político e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria de interesse público.

Sem dúvida a matéria abordada pelo Cel Paulo Ricardo Paiva é de interesse público, pois, trata de assunto atinente às Forças Armadas, à História Pátria, à Política e à Segurança nacionais e a valores e princípios, imutáveis, cultuados por gerações de militares, os quais, Ele, Cel Paulo Ricardo Paiva, por formação familiar e profissional, defende com tenacidade, corajosa e lealmente, no que é apoiado por centenas de seus camaradas, superiores, pares e subordinados.

Torna-se necessário repetir, para melhor enfatizar, que tais princípios e valores não podem ser postergados por circunstâncias conjunturais ou por quem quer que seja, investido de autoridade temporária e, principalmente, quando não é forjado, durante toda uma vida, pelas lides da caserna.

Por acaso, encontramos algo de mentiroso nas assertivas colocadas pelo Cel Paulo Ricardo Paiva?

Por acaso, não foi o atual Ministro da Defesa, quando Ministro das Relações Exteriores, que defendeu e assinou, representando o Brasil, a Declaração das Nações Unidas Sobre os Direitos dos Povos Indígenas, colocando em risco a integridade do território nacional, verdadeiro crime de lesa-pátria?

Por acaso, o revanchismo da esquerda derrotada em 64, apesar da lei de anistia, hoje no Poder, incluso representada pela Presidente da República e pelo atual Ministro da Defesa, não se faz em toda plenitude através da malsinada Comissão da Verdade, plena de ilegalidades, de “escrachos”, levados a efeito por organizações internacionais e comunistas como o MST e a Via Campezina, sem qualquer oposição firme das Forças Armadas,  perseguindo velhos militares, combatentes da luta armada e fratricida, iniciada pelos comunistas para a implantação de uma ditadura do proletariado no País?

Por acaso, é este o Estado Democrático de Direito, perpassado pela corrupção e por ilegalidades, tendo à frente Poder Executivo, caracterizado por populismo assistencialista na busca de currais eleitorais, sem um projeto de Nação, ladeira abaixo e pela desarmonia entre os poderes Legislativo e Judiciário, que devemos comemorar?

Por acaso, qual a razão dos agradecimentos a quem tem a obrigação legal de zelar pela Segurança Externa do País, provendo às Forças Armadas do que necessitam em material, recursos financeiros e pessoal instruído e adestrado em consonância com o perfil político e estratégico que o Brasil deve ostentar na defesa de seus interesses?

Caro Cel Paulo Ricardo Paiva, parabéns pelo seu patriótico alerta. Conte com a solidariedade dos que comungam dos mesmos princípios e valores. Creio que sua punição jamais virá, pois, motivos não existem. Por outro lado, teriam que punir todos aqueles que, como Você, também pensam e se manisfestam publicamente.

 

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