Por Carlos Chagas
José Dirceu já estava arcabuzado, quer dizer, não conseguiria evitar sua prisão, por mais embargos e recursos que seus advogados possam  produzir no Supremo Tribunal Federal. Muito pior agora, depois da entrevista onde denunciou o ministro   Luís Fux como tendo  prometido absolvê-lo e depois voltado atrás. Na mais alta corte nacional de justiça é ampla a solidariedade para com  o colega. Prejudicados, pelo menos em teoria, estão os demais condenados no julgamento do mensalão. Já não esperavam grande coisa dessa fase final do processo, mas depois da intervenção de Dirceu, nem pensar. A hora é de começarem a escolher os livros que levarão para a cadeia.
 
  O ex-chefe da Casa Civil está  mais para Tiradentes, que depois de enforcado foi esquartejado, mas com a certeza de que nunca se transformará em herói da independência. Sua entrevista careceu de estratégia. Com todo o respeito, foi burra.
 
  Admitia-se para hoje a conclusão do acórdão que ensejará os embargos, com prazo limitado para apresentação, de cinco dias úteis depois de publicado o texto no Diário da Justiça. São 25 os condenados, imaginando-se  ao menos 25 embargos que o plenário do Supremo examinará. Tarefa para algumas semanas. Depois, cadeia. 
 
DENÚNCIA NECESSÁRIA
  O Procurador  Geral da República denunciou o deputado Marco Feliciano junto ao Supremo Tribunal Federal, por crime de injúria. O parlamentar já responde a outro processo, por estelionato. No próprio Congresso muita gente concorda em que, não agindo, o Legislativo deve ser ultrapassado pelo Judiciário. Na Justiça Eleitoral é comum essa ocupação de espaços vazios, agora também estendendo-se para a área penal. Tivesse a Câmara  tomado a iniciativa de afastar o deputado-pastor da presidência da Comissão de Direitos Humanos, pela abertura de processo no Conselho de Ética, talvez Roberto Gurgel não se  desse ao trabalho da denúncia.
 

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