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Categoria: Comissão da Verdade
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 Se a presidente Dilma  pretendesse que a CNV levasse à sociedade a verdade 
histórica daquele período, solicitaria que  fosse concedido o mesmo espaço
 às familias das vítimas que estão representadas nessas 119 cruzes para que
suas mães, esposas, filhos e demais familiares, em depoimentos públicos,
esclarecessem à sociedade a VERDADE sobre os "anos de chumbo":... "espaço
p
ara exorcizar seus fantasmas , chorar suas dores e espantar a tristeza", como
pretende para os parentes dos subversivos e terroristas.
Surpreende, no entanto, a parcialidade da presidente: quando se refere a esse
período. Parece-nos que esquece que é a presidente de um país que passou por
um conflito armado, onde um lado permanece esquecido, surge então " Estela" 
"Luiza", "Patrícia" ou "Vanda", revanchista, querendo apresentar seus ídolos
como heróis, como jovens estudantes que nunca pegaram em armas.
Observação do site www.averdadesufocada.com
 

Marco Antonio Esteves Balbi
 Recebido por e-mail
29/03/13
 
Em plena sexta-feira da Paixão, um jornal de grande circulação nacional destaca em sua primeira página a chamada para uma reportagem, quase que de página inteira, sobre a Comissão da Verdade e a cobrança de resultados feita pela presidente Dilma. Após preparação realizada por dois dias consecutivos em coluna do mesmo diário, a matéria confirma a falta de objetividade da comissão em produzir fatos que pudessem comover a sociedade brasileira. Eu sugeriria que a comissão, para cumprir tal desiderato, ouvisse a família do imberbe soldado Mário Kosel Filho, explodido junto ao portão da guarda do quartel do então II Exército em São Paulo ou a família do tenente Alberto Mendes da Polícia Militar do Estado de São Paulo que teve o crãnio esfacelado à coronhadas no meio do mato.

 


 Para dar um certo ar de ouvir os dois lados, a reportagem faz referência, sem ao menos publicar na íntegra, à nota que os Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica expediram, alusivo ao dia do contragolpe de março de 1964 e cita algumas esparsas palavras ditas em conversa com a autora da reportagem, ou alguém por ela designado para fazê-lo, de um dos presidentes dos clubes. Eu sugeriria, por exemplo, que se entrevistasse um jurista ou historiador isento para que opinasse sobre a Comissão da Verdade. Do contrário, já se sabe de antemão os que serão crucificados!