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Categoria: Comissão da Verdade
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Notícias sobre o assassinato do Sargento
Em 27/10/70, Getúlio de Oliveira Cabral (Gogó), Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) e Paulo Pontes da Silva, do PCBR, “cobriam um ponto” na Avenida Vasco da Gama, em Salvador, quando, de um jipe, desceram quatro agentes que lhes deram voz de prisão. Getúlio conseguiu fugir, sendo perseguido por um dos agentes, trocando tiros.
Theodomiro e Paulo foram presos, sendo colocados no banco traseiro do jipe. O pulso direito de Theodomiro foi algemado ao pulso esquerdo de Paulo.
Na pressa de ajudar o outro agente, que se esquivava dos tiros de Getúlio, não revistaram a pasta de Theodomiro. Os três agentes subiram no veículo e conduziram-no, por uns 30 metros, em direção aos tiros, para auxiliar na captura de Getúlio.
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Nesse intervalo, Theodomiro retirou um revólver .38 da pasta que portava e, com a mão esquerda, atirou pelas costas no agente que saía do jipe. Morria ali, traiçoeiramente assassinado, o sargento da Aeronáutica Walder Xavier de Lima, deixando viúva e dois filhos menores. Ato contínuo, Theodomiro deu mais dois disparos, ferindo o agente da Polícia Federal Amilton Nonato Borges, sendo posteriormente dominado.
Pelo crime Theodomiro foi condenado à morte, pena comutada para prisão perpétua e, posteriormente, para oito anos de prisão.
Em 17 de agosto de1979, teve sua fuga da penitenciária da Bahia facilitada,ajudado pelo Padre Enzo e por Haroldo Lima. sendo encaminhado para a Nunciatura Apostólica, em Brasília, onde pediu asilo político e obteve salvo-conduto  e dinheiro para fugir para o exterior.
Depois de passar alguns anos em Paris, Theodomiro regressou ao Brasil, em setembro de 1985. Recebido como herói, declarou que iria filiar-se ao PT e que não se arrependia do ato que havia praticado.
Theodomiro é juiz do Tribunal Regional do Trabalho, em Recife/PE, e foi presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho
(AMATRA VI).

Observação do site www.averdadesufocada.com ;
Leia AQUI a matéria escrita pelo  General de Divisão Reformado Roberto Maciel,  sobre o auxílio que o Padre Enzo dava a vários terroristas, entre eles, Theodomiro Romeiro dos Santos.