Sr Ricardo Ribeiro Nascimento, procure
a Rota em São Paulo. Infelizmente
também não temos acesso aos arqui-
vos que o senhor menciona.
Prezado,
Bom dia.
Meu nome é Ricardo Ribeiro do Nascimento, arquivista da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES –, e tenho interesse em fazer uma pesquisa abordando comparativamente as repercussões de dois casos de violações de direitos humanos ocorridos durante o período do regime militar, o caso do Vladimir Herzog e o do Alberto Mendes Junior.
Vladimir Herzog era um prisioneiro sob a responsabilidade do Estado e foi encontrado morto na carceragem do II Exército na rua Tutóia. Ainda durante o regime militar o Estado foi judicialmente responsabilizado pela sua morte, ele virou um mito, e a Comissão Nacional da Verdade – CNV –, criada pela Lei 12528/2011 e instituída em 16 de maio de 2012, está investigando as circunstâncias da sua morte.
 
Alberto Mendes Júnior era um prisioneiro sob a responsabilidade da VPR e foi morto a coronhadas no Vale do Ribeira por Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza, que cumpriram uma decisão do "Tribunal Revolucionário" comandado por Carlos Lamarca. Em 2007 o Ministério da Justiça promoveu Lamarca a coronel com os rendimentos de general-de-brigada, Alberto Mendes Júnior não passou à história como Vladimir Herzog e a CNV não investigará as circunstâncias da sua morte.
 
Partindo desse raciocínio, meu interesse é conhecer e demonstrar os fatores que poderiam ter contribuído para os dois casos atualmente ocuparem posições tão distintas na memória do período. Há algum tempo leio tudo que posso sobre o regime militar por puro diletantismo e essa é uma questão que tenho a pretensão de investigar com rigor acadêmico. Se a imprensa estava sob censura, as universidades sob controle, e o governo possuía uma poderosa máquina de propaganda, é intrigante que hoje Vladimir Herzog seja um símbolo contra a violação dos direitos humanos enquanto Alberto Mendes Júnior não seja sequer considerado uma vítima das “graves violações de Direitos Humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988”.
 
Pretendo realizar essa pesquisa na UFES, meu interesse é futuramente abordar essa questão em uma dissertação de mestrado em História, mas, como ainda não tenho familiaridade com pesquisas acadêmicas, penso em inicialmente redigir um artigo.
 
À minha inexperiência com pesquisas acadêmicas soma-se a dificuldade que estou tendo para obter informações sobre as circunstâncias e repercussões da morte do Alberto Mendes Júnior. Basicamente tenho pesquisado nos acervos dos jornais disponíveis na internet. Ainda não tive acesso ao processo 106 do projeto Brasil Nunca Mais com o inquérito feito à época pela Polícia Militar do Estado de São Paulo – PMESP – e pelo Departamento de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo – DOPS/SP –, nem sucesso em minhas tentativas de entrar em contato com a família do Alberto Mendes Júnior.
 
Gostaria de entrar em contato com a família do tenente Alberto Mendes Júnior e conhecer seus depoimentos. Ficarei grato caso o senhor possa me ajudar a entrar em contato com familiares e amigos do tenente Alberto Mendes Júnior.
 
Att.
 
Ricardo Ribeiro do Nascimento
 
 
 
 
 
Comentários  
#7 Joseita 25-08-2013 21:31
Icaro Mendes
Gostaria muito de entrar em contato com você ou com sua avó , ou com os dois.
Por favor, mande seu e-mail, pois não lido muito com o Facebook.
Para você ir conhecendo a história do Seu primo, um verdadeiro herói, no MENU, na primeira página entre em BuUSCA e escreva o nome de seu primo .
Vou aguardar seu contatopor e-mail
#6 icaro mendes 25-08-2013 20:21
Sou primo de segundo grau do tenente Alberto Mendes Júnior. Este é o facebook de minha Avó https://www.facebook.com/alicemaria.mendes?fref=ts, ela deve saber muito mais sobre isso, pois tenho apenas 17 anos, conheço muito pouco da história, mas gostaria de saber muito mais sobre isso. Querendo falar comigo, entre em contato pelo meu facebook https://www.facebook.com/icaro.mendes.9
#5 Joseita 28-03-2013 18:35
Caríssimos;
Em primeiro, e sempre, os votos de saúde e paz.

No mais para louvar o texto sobre o Cap (post mortem) Mendes Jr. Tenho cá algumas informações que, talvez, possam ajudar.
1) Em Guarulhos, SP, há uma escola na Vila Galvão que recebeu o nome do herói Mendes Jr.;
2) Em todos os destacamentos da Polícia Militar de São Paulo que entrei, sempre vi um foto do herói Mendes Jr. perto do balcão de atendimento;
3) No Consistório ao qual sou filiado há um maçom, Coronel Mendes (por volta de 75 anos de idade), que é Cel-PMSP aposentado e primo do herói Mendes Jr. Talvez o Cel. Mendes possa dar alguma informação sobre o caso da morte de seu primo.Forte abraço, com os agradecimentos às suas ações de luta contra o terrorismo e o marxismo.
F.A.
Recebido por e-mail
#4 Souza 28-03-2013 13:55
Tente o acesso às autópsias de ambos, para começar, observando sinais de tortura e/ou vilipêndio de cadáver. Ainda que possam mudar até laudos por viés ideológico as provas materiais falam por si.
#3 Ricardo R Nascimento 28-03-2013 12:25
Os depoimentos de familiares do tenente Alberto Mendes Júnior, bem como os de seus comandados no Vale do Ribeira, são fundamentais para o trabalho que tenho a pretensão de realizar.

Caso algum leitor do site possa me ajudar fornecendo informações sobre as circunstâncias e repercussões (principalmente na imprensa) da morte do tenente Alberto Mendes Júnior, meu e-mail é praricardo@yahoo.com.br.
#2 Marco Balbi 27-03-2013 21:49
Através do Cel PM Josias Sampaio Lopes não seria possível chegarmos a algo mais?
#1 domenico 27-03-2013 21:36
É isso aí, Ricardo Ribeiro !... Pesquisar, dissertar e contribuir com a VERDADE ! A História não pode ser reescrita sob a falsidade ideológica dos terroristas que proclamam uma luta pela Democracia,cois a que jamais existiu !!!
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