Rebelião de sargentos
Pela editoria do site www.averdadesufocada.com
Na reportagem abaixo,"Arquivo conta o dia de 1963 em que 630 militares sitiaram Brasília", publicada foram omitidos alguns fatos importantes para a Comissão da Verdade
-  a rebelião foi durante um governo legalmente constituído - governo João Goulart
- A revolta já era apoiada por uma organização marxistas-trotkistas , a  Política Operária - POLOP -, que deslocou para Brasília Juarez Guimarães de Brito (com passagens na POLOP, COLINA E VAR-PALMARES). Cerca de 630 militares entre cabos, sargentos e suboficiais da Marinha e da Aeronáutica participaram da rebelião..
- Houve duas mortes : o soldado fuzileiro Divino Dias dos Anjos - rebelde -, e o motorista civil Francisco Moraes.
O comando geral da rebelião  era liderado  pelo sargento da Força Aérea Brasileira Antônio Prestes de Paula - seguidor de Brizolla e depois do Movimento Armado Revolucionário - MAR.
 
 
 
"Arquivo conta o dia de 1963 em que 630 militares sitiaram Brasília
Grupo ocupou aeroporto, bloqueou estradas e prendeu autoridades
Evandro Éboli - O Globo - 10/03/2013
BRASÍLIA Na madrugada de 12 de setembro de 1963, Brasília foi isolada do resto do país. Telefones cortados, aeroporto ocupado, prédios públicos tomados e os acessos a rodovias federais bloqueados. A capital estava sitiada pela ação de 630 sargentos, cabos e soldados da Marinha e da Aeronáutica. Num ato ousado, o grupo ainda prendeu dezenas de oficiais e autoridades civis, como um ministro do Supremo Tribunal Federal e até o presidente interino da Câmara, deputado Clovis Mota (PSD-RN). O episódio ficou conhecido como "Levante de Brasília", nos meses conturbados que antecederam o golpe militar. Documentos que detalham aquelas horas tensas estavam lacrados nos arquivos da Câmara, agora liberados. São cópias de telegramas despachados de Brasília, única forma de comunicação até que o Exército debelou os revoltosos, após nove horas de enfrentamento pelas avenidas da capital federal.
 
Num dos telex, Clovis Mota relata ao coronel Dagoberto Rodrigues, diretor do Departamento de Correios e Telégrafos (DCT), já às 7h, o drama que viveu poucas horas antes. O coronel ficava no Rio. Alertado do movimento, Mota acordara às 4h. Rumou para o Congresso, mas foi impedido por um soldado.
 
- Aqui não passa nem o presidente da República - disse o militar que deu voz de prisão a Mota.
 
"Fui acordado às quatro horas pelo serviço de segurança da Câmara informando-me... todos os telefones cortados. Dirigi-me à central telefônica, que verifiquei ocupada por tropas da Aeronáutica. Desloquei-me à Câmara, sendo detido na Esplanada dos Ministérios, onde fui preso por praças. Permaneci no Departamento Federal de Segurança, àquela hora, já ocupado, até 5h30m em companhia de alguns oficiais do Exército também presos. Esses oficiais foram transportados para a Base Aérea. Lograram fugir. Fui liberado, vindo diretamente aqui (na Câmara). Tropas do Exército conseguiram desalojar (os prédios de) Marinha e Aeronáutica, depois de choques armados. Situação caminha para normalidade. Só dispomos de ligação telex. Exército ainda não nos forneceu rádio para comunicação do Ministério e do Planalto. Indispensável sua permanência aí", é o conteúdo do telex de Mota. Naquele momento, ele ainda não sabia se o levante ocorria em outras cidades e buscava notícias.
 
O cenário era de guerra em Brasília. Os sargentos estavam armados, usavam carros e buscavam oficiais nas vilas militares para detê-los. A razão da revolta foi uma decisão do STF, que negou o direito a elegibilidade dos praças. O ministro Vítor Nunes Leal, do STF, estava entre os presos. Os insurgentes ocuparam o Departamento de Telefones e deixaram Brasília sem comunicação.
 
Carlos Mota ficou preso durante uma hora e meia no prédio do Ministério da Justiça, no gabinete do ministro, arrombado pelos sargentos. Negou-se a seguir com os sargentos para a Base Aérea e disse que resistiria. Cenas cinematográficas vieram na sequência: três oficiais levados numa caminhonete F-100 pelos praças conseguiram tomar o automóvel e o jogaram contra a portaria de vidro do Ministério da Fazenda. Mota acabou sendo libertado e seguiu para a Câmara, indo direto para o telex.
 
O Exército não aderiu à revolta e combateu os praças. Cercou as instalações ocupadas pelos sargentos, em posição de combate. Diante da grave situação, o Ministério da Guerra decidiu enviar uma tropa de paraquedistas do Rio. Essa passagem está relatada em outro telegrama, desta vez do coronel Dagoberto para Clovis Mota. O militar responde ao deputado. Já eram 7h20m, e diz que no resto do país está tudo tranquilo.
 
O presidente titular da Câmara, Ranieri Mazzilli, no exterior, só veio a saber dos fatos quando a situação estava contornada."
 
 
Comentários   
#4 Laudelino 16-03-2013 22:40
Citando paulo:
Os tempos são outros. Isto não acontecerá jamais. Os sargentos estão mais é querendo sair da força.Uma pergunta: quem está apoiando o atual governo? São os sargentos?
Alguem sabe responder?


É simples, quer saber que apoia? Vamos a uma analogia que responde a pergunta:

Se Pedro tira de Paulo para dar a João, certamente Pedro terá o apoio de João.
#3 joseita 16-03-2013 22:38
Citando paulo:
Os tempos são outros. Isto não acontecerá jamais. Os sargentos estão mais é querendo sair da força.Uma pergunta: quem está apoiando o atual governo? São os sargentos?
Alguem sabe responder?

Citando paulo:
Os tempos são outros. Isto não acontecerá jamais. Os sargentos estão mais é querendo sair da força.Uma pergunta: quem está apoiando o atual governo? São os sargentos?
Alguem sabe responder?

Eu não saberia, sou civil, pergunte aos militares.
#2 augusto cesar coimbr 13-03-2013 23:08
Caro Ustra ......eu servia em Brasilia no BGP e era segundo tenente quando eclodiu a baderna levada a efeito por sargentos das três FFAA.....sei de tudo nos mínimos detahes ..algo que pouca gente sabe é que minha coluna que se deslocava para a àrea ALFA onde se situava um quartel de FZO NAVAIS ao lá chegar meu comandante ,após prender todos os rebelados prendeu também os oficiais de Marinha que lá serviam por covardia no execício do Comando .Comandava a tropa o Maj Inf Childerico Maiores detalhes estou a sua disposição . abraços Coimbra ..cel qema refo inf
#1 paulo 12-03-2013 16:58
Os tempos são outros. Isto não acontecerá jamais. Os sargentos estão mais é querendo sair da força.Uma pergunta: quem está apoiando o atual governo? São os sargentos?
Alguem sabe responder?
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