Por Maria Joseita Silva Brilhante Ustra - Editora e responsável pelo site www.averdadesufocada.com
 

 O governador Tarso Genro entrega ao sr Cláudio
Fonteles documentos encontrados no assalto
frustrado das armas do Cel Molinas. três policiais
foram presos, como  suspeitos, mas até hoje não
foram apresentados à sociedade.
Governador, esclareça essas dúvidas, um cidadão
foi assassinado !

Cláudio Fonteles deixa a coordenação da Comissão da Verdade, cargo que exerceu interinamente em outubro, e depois, eleito coordenador efetivo, vem exercendo a função de  novembro até fevereiro.
Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário de Direitos Humanos, será o novo coordenador da Comissão Nacional da Verdade. Ele assumirá o cargo  no dia 16 de fevereiro, por três meses.
 Cláudio Fonteles tem estado permanentemente sob os holofotes, dando entrevistas, apresentando conclusões e incentivando criações de novas comissões por onde faz contatos, principalmente, no meio universitário
texto completo
Segundo Evandro Éboli - Jornal O Globo - Fonteles declarou em, uma de suas últimas entrevistas:  "A Comissão Nacional da Verdade está próxima de identificar pelo menos dois militares do Exército que tiveram participação na morte do ex-deputado Rubens Paiva. Eles teriam sido os executores. Um terceiro militar já morreu." (...)
"O coordenador da comissão, Cláudio Fonteles, disse ontem que esses dois podem ser as primeiras pessoas convocadas a depor para o grupo. A Comissão da Verdade tem esse poder, mas ainda não lançou mão dele. Fonteles explicou que elaborou um estudo concluindo que os convocados pela comissão são obrigados a comparecer. Se recusarem, podem responder por crime de desobediência."(...)
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O Sr Fonteles chegou a esta  tão contundente conviccção depois do assassinato do  cel Júlio Miguel Molinas por ladrões que pretendiam roubar armas que ele, como colecionador,  mantinha em casa. O cel Molinas era o comandante do DOI- CODI/RJ, quando ocorreu o atentado do Rio Centro, 10 anos depois do caso Rubens Paiva. 
Como consequência deste assalto, a polícia encontrou nos pertences do Cel, um papel amarelado, que não se sabe se seria cópia ou o original , do papel preenchido pela Turma de Recebimento do DOI, onde se comprova que Rubens Paiva deu entrada naquele Destacamento, vindo da Aeronáutica, que comprova o que todo mundo já sabia e que nunca foi negado. Segundo a mídia ele foi preso em casa.
Vejam a sorte do Sr. Fonteles, segundo a mídia:  confrontou esse papel com outro ou outros  que estavam há anos no Arquivo Nacional.
Ouviu depoimentos de duas presas e,  achou contradições.
Esse assassinato nos leva a tantas perguntas importantes, que nos admira como continuam sem respostas.
Essas perguntas   talvez não tenham passado pela mente do  Sr Fonteles pois ele está preocupado em ver apenas um lado da verdade. A própria CNV  já declarou várias vezes que  existe apenas um lado. Interessa apenas à CNV contar as mortes dos que tentavam implantar um regime marxista-lenista, usando o pretexto de derrubar o regime militar. Os 120 mortos, os assassinatos de companheiros - que não estão computados nestas vítimas - os  atentados a bomba, que deixaram pessoas com sequelas, nada disso interessa para esclarecer a verdade que a CNV vai apresentar como a História dos Anos de Chumbo.
As dúvidas não são só nossas. Vejam abaixo!
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Segundo o colunista Wanderley Soares , do jornal O Sul , em matéria intitulada " Quem matou o coronel?" de  06/12//2012  
   
"Fora os momentos de euforia, ainda há um forte nevoeiro entre a saga de Rubens Paiva e o assassinato do coronel Júlio Miguel Molina Dias."(...)
São, portanto, dois casos apressadamente considerados como isolados um do outro: O "caso Júlio Miguel" e o "caso Rubens Paiva". Nesta moldura, enquanto não houver uma devassa investigatória plena sobre o cruzamento destes dois episódios, será temerário afirmar que não exista um elo criminoso e até político oculto entre o desaparecimento do deputado e o assassinato do coronel.
Sobre isso pairam brumas que não foram desfeitas nem mesmo em parte, não obstante os momentos de ufanismo que envolveu desde o delegado que investigou o caso até a cúpula do governo do RS com a localização de documentos - divulgados flagrantemente antes de serem periciados - que apontam ter sido o deputado preso no DOI-CODI, no Rio, onde sumiu para sempre. Sigam-me.(...)
Uma estranha visita
(...) Homicídios com autoria desconhecida, que é o caso do coronel, exigem dos investigadores minúcias de comportamento, especialmente em locais que estão ou possam estar ligados aos fatos. No levantamento investigatório ocorrido na residência do coronel eram esperados procedimentos óbvios. O isolamento externo caberia à Brigada Militar  não é sabido que tal providência tenha sido tomada. Nos cômodos da casa deveriam entrar o delegado chefe da investigação, seus assistentes imediatos e peritos do IGP (Instituto-Geral de Perícias). Nada mais que isso, a não ser depois do trabalho legal ser encerrado. Na ampla divulgação sobre a visita à casa do coronel, nem brigadianos nem peritos são citados. Por isso, ainda não se sabe onde estavam, exatamente, os documentos, se num cofre, se numa pasta preta, se numa prateleira, se numa gaveta chaveada, se no armário da cozinha, se em meio a um álbum de recordações. Nada disso está definido. Mas ficou claro que um repórter, possivelmente convidado especial (eu aceitaria este convite) folheou, junto com o delegado, os documentos, sem a presença de peritos e sem a ciência dos superiores da autoridade que chefiava a investigação, pois ali não se encontravam. Como se trata de um episódio histórico, isso tudo deverá um dia ser explicado a partir, é claro, da descoberta de quem matou o coronel.
Para ler a íntegra da  análise do jornalista Wanderley Soares no jornal O Sul , clique no link abaixo
http://mazelaspoliciais.blogspot.com.br/2012/12/quem-matou-o-coronel.html

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Comentário do jornalista  Polípio Braga sobre o artigo acima  
"Porto Alegre, 11 de dezembro de 2012(...)
As questões:
1) Quem matou o coronel
2) Por que razão as autoridades policiais e do governo do PT do RS não querem estabelecer um vínculo entre os dois casos. Pode existir um elo criminoso e político entre ambos.
3) O que explica o fato de não terem sido periciados os documentos confiscados na casa do coronel.
4) Quem foi o responsável pelo afastamento da Brigada Militar da cena do crime, já que cabe a ela o isolamento externo do local e ela não foi chamada.
5) De que modo entende-se que peritos do IGP e brigadianos não tenham ingressado na casa no momento da busca de material. Sequer um repórter foi convidado a acompanhar o trabalho.
6) Como é que os policiais não confiscaram as duas dezenas de armas encontradas na casa do coronel, ação praticada dias depois pelo Exército.
. Como se sabe, no RS vivem não apenas agentes que serviram à ditadura militar, como o coronel assassinado, mas também agentes da extrema esquerda que empunharam armas e mataram covardemente muitas pessoas.
 Este caso do coronel Molina tem um forte cheiro de revanche no ar - e de justiçamento."                
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Observação do site:
Qual o interesse que teria o Cel Molinas em documentos que nada tinham que ver com seu comando, e como e onde o encontrou?. Que ele tivesse guardado os documentos sobre o Rio Centro, ainda vá lá, era do seu tempo, e pode ser que, previdente, esperasse ter que usá-los com o tempo, e tivesse tivesse ignorado as regras rígidas do Exército.

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