A vingança é um prato que se
come frio ! O fim da AP e das
outras organizações deve doer
até os dias de hoje em muitos
ex-militantes
!
Clique AQUI e veja a entrevista
de Fonteles com Miriam Leitão

Fonteles: ex-deputado Rubens Paiva foi morto no DOI, do Exército
Coordenador da Comissão da Verdade propõe centro de memória no cárcere
O Globo - 12/01/2013 - pág 9 
RIO — O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Cláudio Lemos Fonteles, defendeu a transformação do quartel da Polícia do Exército na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca (Zona Norte do Rio), em centro de memória. Durante a fase mais sangrenta do regime militar, o prédio anexo do quartel abrigou o Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI), principal centro de torturas da repressão no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao programa da jornalista Míriam Leitão na “Globonews”, Fonteles anunciou que está concluindo um relatório que confirmará o assassinato do ex-deputado Rubens Paiva dentro do DOI.
Rubens Paiva desapareceu no dia 20 de janeiro de 1971, quando foi levado de casa por uma equipe supostamente da Aeronáutica.
Texto completo
  Entre esse dia e o dia seguinte, ele foi transferido para a Barão de Mesquita. O médico militar AmilcarLobo alegou ter cuidado do ex-deputado, que sofreu hemorragia interna após ser submetido a torturas. Mas as forças de repressão, na época,
  

      E os tentados a bomba , como o do Aeroporto
     Guararapes, como o do QG do II Exército/SP, e o 
     assassinato do major alemão, do capitão ameri-  
     cano, do capitão PMSP Alberto Mendes e as
   
120 vítmas dos terroristas que pegaram em 
    armas terão seu CENTRO DE MEMÒRIA onde?    

alegaram que Paiva teria sido sequestrado quatro dias depois por desconhecidos no Alto da Boa Vista (Zona Norte).
Em novembro do ano passado, a Polícia gaúcha descobriu nos arquivos pessoais do coronel Júlio de Sá Molinas Dias, ex-comandante do DOI, assassinado naquele mês, documentos que lançaram luz sobre o destino do ex-deputado. Um deles, ofício do DOI denominado “Turma de Recebimento”, contém o nome completo do político, de onde ele foi trazido (o QG-3), a equipe que o trouxe (o CISA, o Centro de Inteligência da Aeronáutica), a data (20 de janeiro de 1971), seguido de uma relação de documentos, pertences pessoais e valores do ex-deputado. Na margem esquerda do documento, à caneta, consta uma assinatura, possivelmente de Paiva.
Molinas também guardava em casa um pedaço de folha de caderno, no qual um oficial não identificado escreveu de próprio punho, em 4 de fevereiro de 1971, que foram retirados pela Seção de Recebimento “todos os documentos pertencentes ao carro” de Paiva que tinha sido levado para o destacamento.
  
 Nem os " justiçamentos" dos companheiros das
 organizações subversivo-terroristas consegui-
 ram fazer com que os crimes  do lado deles
sejam investigados pela CNV... Para a CNV parece
que a sociedade não tem direito à esta Memória
nem a esta Verdade!
A Míriam Leitão, Fonteles disse que conduz uma pesquisa baseada em 16 milhões de documentos secretos da ditadura, principalmente do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI) e do CISA, guardados no Arquivo Nacional, em Brasília. O coordenador da comissão, que já escreveu 85 páginas sobre o seu conteúdo, lamentou que a Marinha e o Exército não tenham entregue até hoje os seus documentos secretos.
— Eles (militares das duas forças) insistem em dizer que foi tudo destruído. Mas, se tiverem vontade de achar, vão acabar encontrando. A Polícia Federal, em julho passado, fez uma varredura (em seus arquivos) e recebemos recentíssima documentação. É possível a varredura achar — disse o presidente da comissão.
Fonteles afirmou que, se as duas forças destruíram documentos, são obrigadas a apresentar atas com a identificação do que foi eliminado. Caso contrário, a destruição foi ilegal.
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Entrevista de Cláudio fonteles por Miriam Leitão.
Fonte :http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts

Entrevistei Cláudio Lemos Fonteles, coordenador da Comissão Nacional da Verdade e ex-procurador-geral da República, no meu programa, na Globonews. Ele está à frente da pesquisa dos documentos secretos das Forças Armadas que

  
       Para esta Comissão da Verdade, parece que estas vítimas ,
       homenageadas em frente ao Congresso nacioanl, em 2004/5
       não existiram, não precisam constar da História desse
       período negro . Se depender da CNV, seus nomes não serão
       lembrados e seus assassinos serão lembrados oficialmente
       "mártires que lutaram pela democracia e pela liberdade!"
       Para oficializar essa versão, foi criada a Comissão da Verdade
foram enviados ao Arquivo Nacional, em Brasília. Lá é o quartel-general da Comissão, que está analisando 16 milhões de documentos do SNI produzidos na ditadura. Ele disse que já escreveu 85 páginas sobre eles.

Fonteles afirmou que a Aeronáutica franqueou 50 mil documentos secretos. O Exército e a Marinha ainda não entregaram.

Contou também sobre a reunião com os comandantes das três Forças Armadas, na qual se enfatizou a necessidade de se ter acesso à documentação. Segundo Fonteles, eles dizem que tudo foi destruído, mas ele  não acredita nisso.

Para o coordenador da Comissão da Verdade, foi o Doi-Codi do I Exército que matou o ex-deputado Rubens Paiva. 

O objetivo da Comissão, ele explicou, é criar uma rede permanente de proteção à democracia.

Documentos secretos do Estado-Maior das Forças Armadas, que acabaram de chegar, também serão classificados e pesquisados.

Fonteles acha que a Comissão terá uma bem sucedida missão se conseguir entregar o que a lei prevê: um relatório abordando toda a formação do Estado ditatorial militar. Além de tentar resolver pelos menos alguns casos de desaparecidos políticos e fazer ao governo recomendações; entre elas, sobre a formação dos militares.

É importante dizer que D.Paulo Evaristo Arns, um dos principais nomes na luta contra a ditadura, é o mais citado nos documentos, com 1,3 mil citações em 500 mil páginas.

"Para que não se esqueça. Para que nunca mais aconteça". Essa é a ideia que a Comissão quer deixar.

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