Correio Braziliense - 09/12/2012  
Apesar de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter afirmado ao longo da semana que a ex-chefe de gabinete da Presidência da República Rosemary Nóvoa de Noronha não havia participado ativamente do bando que vendia pareceres técnicos do governo a empresas privadas, a Polícia Federal revisou a investigação e decidiu indiciá-la também por formação de quadrilha.
O relatório da PF sobre a Operação Porto Seguro, entregue na sexta-feira à 5ª Vara da Justiça Federal de São Paulo e cujos dados básicos foram divulgados ontem, amplia o número de indiciados e aperta o cerco contra a mulher que tinha ligações estreita com o poder.
De acordo com a corporação, as mudanças foram feitas depois que os investigadores conseguiram informações adicionais em depoimentos e na análise de documentos apreendidos. Além do acréscimo de um crime na ficha de Rosemary — já acusada de falsidade ideológica, corrupção passiva e tráfico de influência —, a PF indiciou também o ex-diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Thiago Lima, por corrupção passiva.
Com isso, o balanço da operação soma 23 indiciados por sete crimes distintos, com penas de 2 a 12 anos e prisão, cada: corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.
O inquérito foi entregue no prazo mínimo de 15 dias, sem pedido de prorrogação. Mas, de acordo com a PF, o Ministério Público Federal poderá oferecer denúncia, solicitar a volta do documento à Polícia Federal para novas diligências ou, ainda, pedir o arquivamento do inquérito.

 

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