A.    C. Monteiro  -  Advogado
                        Não se pode de sã consciência acusar à imprensa pelo desfecho a que chegou a Suprema Corte brasileira ao condenar as principais lideranças do Partido dos
Trabalhadores, quando do julgamento do rumoroso desvio de verbas públicas pelos cognominados mensaleiros a serviço daquela agremiação política, em detrimento do erário e de todos aqueles que pagam em dia os seus impostos que, no Brasil, “a contrario sensu” de outros países são extremamente escorchantes, mormente no atual governo petista.
O Supremo Tribunal Federal cumpriu com o seu papel constitucional e a imprensa nada mais fez senão divulgar as patifarias cometidas por aqueles que detinham o poder de zelar pelo bem público. Mas, prevalecendo-se do cargo e imaginando-se inalcançáveis pela justiça terrena, apropriaram-se de valores pertencentes ao povo, os quais poderiam ter sido aplicados em educação, saúde e segurança e de outras atividades sob os cuidados do Estado.
                        As provas direcionadas para o “iter” procedimental em julgamento naquela Corte de Justiça, muito bem elaboradas pelo Ministério Público Federal, comprovando, estreme de dúvidas, a participação criminosa desse grupo de malfeitores que se diz injustiçado, sob o estapafúrdio argumento de que foi julgado e condenado sem provas nos autos, sob a influência da imprensa falada, escrita e televisada, como se esta pudesse persuadir no “meritum causae”, do qual resultou aludidas sanções penais.
                        A corrupção ativa praticada pelos recém-condenados e que se encontra lastreada no bojo do processo salta aos olhos e pode ser percebida a olho desarmado por qualquer principiante em matéria de direito e os ministros que analisaram, debateram e julgaram o comportamento desses malfeitores o fizeram com toda a isenção e em estrito cumprimento do devido processo legal, dando-lhes o sacrossanto direito de ampla defesa e que foi exercitado pelos melhores juristas brasileiros, cujos honorários sabe Deus quem os patrocinou.
         Em outros países, que adotam a ideologia comunista, certamente seriam condenados a pena de morte e os seus familiares compelidos a pagarem as munições usadas no ato da execução. É assim que funciona a aplicação da lei nas nações totalitárias que rezam pela cartilha marxista/stalinista, notadamente quanto à prática de delitos dessa natureza.
                        Não nos regozijamos em vê-los encarcerados, muito menos fuzilados, mas sentimo-nos aliviados em ver a justiça ser aplicada em toda a sua plenitude, mormente contra os que se acham acima da lei, simplesmente porque detêm o poder.
                        Invocar o passado de luta contra o então regime militar não lhes outorga o direito de cometerem os mais variados delitos contra as normas vigentes em nosso ordenamento jurídico, porquanto vivemos num Estado Democrático de Direito onde as leis devem ser cumpridas por todos indistintamente, excetuando-se determinada classe privilegiada, como pretendem os incriminados.
                        Criticar a imprensa e o próprio colegiado pela imposição das penas que lhes foram impostas legalmente é, sem dúvida, menosprezar a inteligência humana e passar uma falsa ideia àqueles menos favorecidos pela sorte; infelizmente a grande maioria do povo brasileiro, cujo intelecto deixa muito a desejar e se levar por um populismo barato e em decadência no mundo, mas que têm direito a voto e não pode ser votado.
                                                
                       
           

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