A.    C. Monteiro - 12/10/2012
Advogado
                        Nada, absolutamente nada estaria acontecendo no panorama político-punitivo nacional, se não fosse à intervenção oportuna do Ministério Público Federal frente às denúncias chegadas ao seu conhecimento e que, de pronto, foram formalizadas e transformadas em “persecutio criminis”, denunciando todos àqueles que se envolveram no falado esquema do “mensalão”, verdadeiro assalto aos cofres públicos, jamais visto na história do Brasil, justamente para beneficiar o partido dos trabalhadores, quando da votação no Congresso Nacional envolvendo matéria de interesse do Governo Federal, assim como elementos outros ligados à cúpula governamental.
 A prefacial pública, muito bem elaborada pelo órgão ministerial, contendo minudências de detalhes e indícios suficientes de autoria e materialidade a respeito dos fatos levados ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal, foi pelo mesmo recebido, ensejando a ação penal de número 470, conhecida por todos os brasileiros e que hoje se orgulham não só dos preclaros juízes que compõem aquele Sodalício, mas, também, dos eminentes, cultos e corajosos Procuradores da República que, com altivez e destemor cumpriram o que a Constituição Federal lhes delega, agindo como de fato o fizeram, como verdadeiros e autênticos “custos legis”.
                        Sim, este é o verdadeiro e fundamental papel daquela importante instituição, num regime democrático de direito para que a justiça se faça prevalecer em todos os sentidos, levando às barras dos fóruns e dos tribunais todos aqueles que venham a se insurgir contra as normas que disciplinam o nosso ordenamento jurídico, quer seja penal ou civil, esta, via ação de improbidade administrativa.
                        Juntos, o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal transmitem alvissareira mensagem aos brasileiros pagadores de impostos, que os tributos deles arrecadados serão, doravante, melhor fiscalizados e qualquer desvio de função no sentido de apropriação indevida desses valores, como soia acontecer no caso ora em julgamento naquela Corte de Justiça, a punição aos assaltantes do erário público será implacavelmente aplicada com todo o rigor da lei, segundo os mandamentos legais, mormente aqueles bandidos travestidos de políticos.
                        Este é um recado que ambos fazem veicular através da imprensa falada, escrita e televisada, quando da condenação dos envolvidos no rumoroso e vergonhoso caso envolvendo políticos do mais alto escalão da República brasileira e outros.
                        Nossos cumprimentos não por querer vê-los encarcerados, mais pela justiça que se fez cumprir, em prol da democracia, onde, segundo preceito constitucional, todos são iguais perante a lei etc.
           
                       

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