O dia 08 de outubro de 2012 será um dia especial.
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Brasília, DF, 06 de outubro de 2012

Os admiradores e cultuadores do guerrilheiro “Che” Guevara estão eufóricos, pois inauguram no dia de sua morte, nos alicerces do Exército Brasileiro, uma placa de valor incontestável para o comunismo cubano–nacional (MR-8 , Movimento Revolucionário de 08 de outubro em homenagem ao “Che”).
A placa de desagravo pela morte do Cadete Lapoente poderia, além do arrazoado que sacramenta que aquela antiga imaculada Academia não passa de um famigerado antro de torturadores, consignar que o seu descerramento na data da morte do cultuado astro da esquerda é uma justa homenagem ao assassino “Che” Guevara.

Nada contra, pois vivemos num antro, cujo princípio é reescrever não apenas a história, mas distorcer identidades, transformando reles criminosos em heróis.

Nada contra, contudo, quanta revolta nos inflama o peito, quanta tristeza, quanta mágoa e o quanto dói assistir impassível à tamanha pusilanimidade.

Melhor seria calar, engolir em seco, mas meus amigos está difícil de suportar tanta vilania, e perceber como uma Instituição Permanente, com uma gloriosa participação na história da formação deste País, queda–se inerme, e não apenas insensível, mas de certa forma conivente, acomodada.

A história do Exército Brasileiro foi escrita com bons e maus momentos, principalmente de marcantes atuações na epopéia da Nação, porém o atual é sem dúvida um de seus períodos de maior vergonha.

Oxalá, a sua grandeza, adquirida no passado, seja heróica o suficiente para suportar tanto achincalhe, será difícil, pois a mácula é tão grande e nociva, que clamamos pelo surgimento de um novo Caxias, de um novo baluarte, de alguém gigantesco, de nobreza inigualável, de alguém que possa minimamente, com exemplar conduta, com denotado amor á profissão militar, com dedicação integral à Instituição, resgatar um pouco da dignidade perdida.

Hoje, inauguramos uma placa. Ou cavamos um fosso. Quem sabe?

Na verdade, é como se entregássemos um troféu para a esquerda.

Ao ser descerrada a fatídica placa algum desaforado orador poderia dizer, “Patifes, parabéns, recebam as nossas homenagens. Considerem esta placa como um troféu que simboliza a nossa total submissão aos seus desejos”.

Infelizmente, nenhum orador daquele quilate estará presente, e a placa será inaugurada com a presença do Comandante do Exército e gradas autoridades da República, além de familiares do indigitado cadete e convidados, sob os aplausos e ao som de um redobrado hino e, por mais que se queira disfarçar, o que está ocorrendo, a grande e implacável verdade é que os pilares de uma tradicional Instituição foram abalados.

Que todas as Unidades da Instituição, ao mesmo tempo em que na Academia Militar da Agulhas Negras paire um tenebroso ar festivo, escalem o seu melhor corneteiro para no centro do pátio, no mesmo horário, extrair de seu instrumento um lamentoso, dorido e inconsolável “Toque de Silêncio”, como se sucumbira o mais pranteado baluarte da Instituição.

Mas, acabrunhados leitores, perdoem a digressão e os angustiantes desabafos, que são apenas lamúrias que ninguém escutará de um velho, machucado e inconsolável soldado.

Aos militares da Reserva e Reformados, por não poder falar em nome dos demais, meus condoídos pêsames.

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