Gen Marco Antonio Felicio da Silva - 02/10/2012
O chamado mensalão, em julgamento no STF, é apenas uma pequena parcela de todo um processo fraudulento de desvios de recursos públicos, usados para compra de apoios políticos e para enriquecimento ilícito, ocorrido de formas diversas nos níveis federal, estadual e municipal, nunca antes ocorrido, em proporção tamanha, na História deste País, tendo à frente o Partido dos Trabalhadores e comandado por Lula e seus asseclas, segundo, até mesmo, ex-assessores.
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Assim, o início desse processo veio à tona, tempos atrás, numa entrevista dada à TV Bandeirantes, pelo ex-guerrilheiro Cézar Benjamin, sociólogo e professor, coordenador das duas primeiras campanhas de Lula, em 1989 e 1994. Em desacordo com o que ocorria, ao contrário do que pregava o PT, denunciou o amplo processo de corrupção em gestação, fonte inesgotável de recursos que visava propiciar alçar e manter, durante anos, o PT e sua camarilha dominante no Poder.
Contou César Benjamin, que, em 1993, Lula nomeou um desconhecido professor primário, Delúbio Soares, para representante da CUT no conselho do FAT, Fundo de Assistência ao Trabalhador, possuidor, à época, de cerca de 30 bilhões de reais do FGTS. Este conselho, do qual fazem parte as centrais sindicais, decide como aplicar o dinheiro do FAT. Na campanha de Lula, em 1994, César Benjamin descobriu que o grosso do dinheiro do PT vinha do FAT, criminosamente manipulado por Delúbio, segundo o arquitetado por Lula e José Dirceu.
 Benjamin não aceitou o desvio de dinheiro do FAT, discordando de Lula e de Dirceu, tendo dito a ambos que aquela corrupção escandalosa era o “Ovo da Serpente”. César Benjamin conta que, após escutar que deveria esquecer o que descobrira, abandonou o Partido.
Nos anos que se seguiram, escândalos outros se sucederam, visando carrear dinheiro público para os cofres do PT. Ocorreram negociatas e enriquecimentos ilícitos, não apurados devidamente, como os das prefeituras de São Paulo, destacando-se as mortes nebulosas do Toninho do PT e de Celso Daniel. A CPI dos Correios puxou a ponta do novelo de licitações fraudadas em diversas áreas de governos, obras fictícias e inacabadas, desvios de recursos públicos em todo o País, envolvendo governos do PT, partidos e políticos comprados, integrantes de sua base de apoio, com prejuízos incalculáveis para o Tesouro Nacional.
 O “mensalão”, a seguir, em atual julgamento, descortina a podridão que perpassava os governos Lula e mostra a quadrilha que, de dentro do palácio do Planalto, confirmando a antevisão de César Benjamin, gestava o “ovo da serpente”. Os jornais de hoje (2/10/2012) afirmam que, “ao condenar 12 réus, quatro por formação de quadrilha, o STF concluiu que o PT usou esquema operado por Marcos Valério para compra de apoio político no governo Lula”. O Ministro Celso de Mello declarou: “Este processo criminal revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho do Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de Poder.”
Entretanto, “falta alguém em Nuremberg”. Aquele que nada sabia, nada ouvia e nada via, mas que, hoje, tem grande fortuna, incompatível com os rendimentos que auferiu durante todos esses anos. Aquele que mostrou não saber o que significa ser ético, mentindo a cada passo, deturpando fatos verdadeiros, tentando pressionar ministros do STF para inocentar criminosos, mostrando-se ébrio contumaz, dando vexames e conspurcando a imagem presidencial mundo afora. Aquele que corrompeu, manipulou, escondeu e comandou toda a podridão que envergonha, como nunca dantes na História desse País, toda uma Nação.
   
   
 
 

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