Eleitor, antes de votar pense no MENSALÂO e veja se
quer que esta quadrilha continue a  roubar o Brasil!
Editorial - O Estado de S.Paulo - 18/09/2012
A etapa crucial do julgamento do mensalão - que focaliza os 23 acusados de integrar o "núcleo político" do esquema - começou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) sob o impacto das declarações atribuídas ao publicitário Marcos Valério pela revista Veja sobre o envolvimento do ex-presidente Lula com o escândalo e a multiplicação de indícios de que, a começar dele e do seu ex-ministro José Dirceu, o PT está perdendo as esperanças de sair com ferimentos suportáveis do ordálio que enfrenta..
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 Quando Dirceu, o primeiro entre os réus do processo, diz que não vai "sofrer por antecipação" e, mais ainda, que não há hipótese de ele "fugir do Brasil", como afirmou à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, deixa claro que as suas manifestações sobre o que o aguarda na Corte finalmente se renderam ao realismo
Isso guarda relação direta com os rumos tomados pelo julgamento, agora no seu 24.º dia, desde a decisão do relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, de fatiar o exame da denúncia, criando um férreo encadeamento lógico entre o desvio de recursos públicos para bancar o mensalão, o complexo roteiro traçado por Valério para fazer o dinheiro chegar aos beneficiários e a condução política de Dirceu - sob a chefia e o aval de Lula, segundo as palavras atribuídas ao publicitário. A estratégia adotada pelo relator desemaranhou os fatos, deles extraiu os delitos camuflados e tornou como que inexoráveis as condenações, até a semana passada, de 10 réus, entre eles o próprio Valério e o deputado petista João Paulo Cunha (ambos por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção), configurando uma tendência que só deverá se consolidar no julgamento dos 11 políticos até então na fila de espera.
Dois outros fatos devem ter ajudado a pulverizar as ilusões petistas. Um, atingindo Dirceu em especial, é a opinião predominante na Corte de que, em um processo dessa natureza, a massa crítica de indícios pode fazer as vezes de evidência cabal para a condenação dos réus que exerciam funções públicas à época - além de não ser necessária a comprovação do chamado "ato de ofício". Outro, o entendimento, expresso desde o início pela ministra Rosa Weber, de que as razões alegadas para a oferta e o recebimento de "vantagem indevida", bem como o destino dado ao dinheiro ilícito pelos beneficiados, são irrelevantes em matéria de corrupção. Pouco importa, nessa ordem de ideias, por que o então presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, recebeu R$ 50 mil do valerioduto e o que fez com o dinheiro. Do mesmo modo, pouco importa, a rigor, se o PT subornou parlamentares para que votassem com o governo em matérias de seu interesse direto ou se as somas distribuídas se destinavam a pagar por baixo dos panos dívidas de campanha dos aliados.
O essencial é a concatenação entre fins e meios. De um lado, o projeto petista de ocupação e permanência no poder. De outro, a decisão de recorrer à "tecnologia" de Marcos Valério que já servira ao PSDB em Minas Gerais. De um lado, o imperativo de proporcionar ao então recém-empossado presidente Lula maioria no Congresso. De outro, o arrebanhamento de políticos de diversos partidos para o lado do Planalto mediante a mais elementar das formas de persuasão conhecidas no ramo. Esse enredo, como antecipou o Estado, é a substância do parecer que o relator Barbosa começou a ler ontem, para respaldar o seu veredicto, tido como certo, pela condenação de Dirceu, do tesoureiro petista Delúbio Soares e do também então presidente da sigla, José Genoino - os protagonistas centrais do "núcleo político" do mensalão.
Nesta fase, pesam contra o ex-ministro nove acusações de corrupção ativa, pela compra da fidelidade de deputados de cinco partidos. A pena prevista em cada caso varia de 2 a 12 anos de prisão. Ele ainda será julgado por formação de quadrilha.
Embora imateriais para o desfecho da ação penal, as revelações atribuídas a Valério - a quem o PT teria prometido adiar o julgamento - vão além do que consta nos autos. Teriam sido movimentados R$ 350 milhões, duas vezes e meia além do que apurou o Ministério Público - o que só teria sido possível porque "Lula era o chefe".
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CUMPRA-SE A LEI!
Aileda de Mattos Oliveira*
O maior predador do Brasil, chafurdando na sordidez e na concupiscência, notório estelionatário político, finge que não lhe dizem respeito as acusações que lhe são dirigidas pelo ex-parceiro das tramoias palacianas.
Isso era de se esperar, por ser o ‘cabra’ um cínico de primeira linha. O que é instigante é o seu nome não ter sido citado no STF, como se houvesse um manto encantado encobrindo os olhos dos ministros que, parece, não se deram conta de que toda quadrilha tem um chefão, cuja cara poucos conhecem.
Roberto Jefferson, na época de sua confissão pública, deixou o ex-torneiro-mecânico de fora, hoje bilionário, às custas do Estado Brasileiro. Quando eu penso que pago imposto de renda para essa corja vil de comunas execrados levar o dinheiro do meu trabalho para os seus sujos bolsos de ladrões, fico ultraindignada e mais ainda com as gentes que votaram nessa cambada maldita.
Há que ser levado ao banco dos réus esse paradigma da antipolítica, do antinacionalismo, da antibrasilidade. Há que ser julgada essa vilania andante, antes que fuja, antes que desapareça e surja num palanque de seus iguais latinos, articulando contra o país no qual nasceu, mas ao qual jamais pertenceu.
É dever da justiça brasileira obrigá-lo a devolver todo o patrimônio do Estado, levado em caminhões para não sei onde e, no futuro, ser apresentado como bens de herança familiar, já que escreverão uma nova história para o sujo companheiro.
Obrigá-lo e a sua corja a devolverem o dinheiro do erário desviado para a compra da ‘base aliada’ com o fito de perpetuarem-se no poder também significa o respeito ao país, aos seus contribuintes, que desejam ver a fabulosa soma revertida em seu benefício, em benefício das instituições mais degradadas nestes últimos tempos: a da saúde, a da educação e a das Forças Armadas.
Dar um basta na natureza corruptora desse escravo da escatologia política é o que espera, do STF, a parte sadia da sociedade.
Que o Baco tupiniquim sente-se no banco dos réus é o que deseja a parcela responsável pelo desenvolvimento do país, atrasadíssimo na sua ascensão internacional, pelo descrédito a que foi levado pela governança espúria, sem respeito às leis e à ética, herança deixada pelo energúmeno ex-presidente à sua tutelada e, pelo que parece, aceita de muito bom grado.
Para tanto, isto é, para que o real chefe do mensalão seja apresentado a seus tolos eleitores, basta cumprir-se a lei. Que a lei seja cumprida! Que prevaleça a lei!
(*Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Membro da Academia Brasileira de Defesa. A opinião expressa é particular da autora.)
 
 
 
 
 
 

 

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