... e passiva, formação de quadrilha, crimes fiscais e financeiro
General Marco Antonio Felicio da Silva - 03/08/2012
Mensalão é o nome encontrado pela Imprensa que, juridicamente, em denúncia do ex-Procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, significa, nada mais nada menos, que peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e, ainda, formação de quadrilha, crimes fiscais e crimes financeiros. Traduzindo fielmente, mensalão, segundo o ex-Procurador, não se trata de uma fila de pessoas que, a cada final de mês, recebem, gratuitamente, alguma coisa, mas, empresários e políticos que montaram ”o mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção flagrado no Brasil”.
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O ex-Procurador diz não ter dúvidas de que existam provas concretas dos crimes apontados e elementos para condenar os principais acusados.
São 38 os acusados, sendo que o ex-Ministro Chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, é acusado de ser o chefe do esquema que desviou, através de operações financeiras fraudulentas, R$ 101,6 milhões de dinheiro público. Deste montante, R$ 32.754 milhões, em 2003, e R$ 55.941 milhões irrigaram as empresas de Marcos Valério, operador do chamado “valerioduto”, isto é, as empresas que forneciam o dinheiro desviado para os pagamentos feitos pelo PT. R$ 10 milhões foram pagos ao publicitário das campanhas de Lula, Duda Mendonça, que os recebeu em contas abertas, em paraísos fiscais, no exterior.
Laudo expedido pela Polícia Federal confirma que o esquema fraudulento usou, também, dinheiro público proveniente do Banco do Brasil. Auditores do TCU calculam que, considerados todos os valores de recursos repassados à DNA, uma das empresas de Valério, somente o dinheiro desviado do Banco do Brasil através de BV (bônus de volume), bonificação publicitária que deveria ter sido devolvida àquela instituição financeira, de acordo com o contratado entre o BB e a DNA, alcança o valor de R$ 37.663 milhões.
Esse esquema de corrupção, segundo o advogado do réu Roberto Jefferson, denunciante do referido esquema, afirma que Lula, então Presidente e maior beneficiário do mensalão, tinha pleno conhecimento de sua existência.
Lula, inicialmente, após a saída de José Dirceu do governo, disse que foi enganado e, frente às câmeras de TV, afirmou que se tratava de caixa 2 de campanha, o que era comum na vida político-partidária do País. Seu tesoureiro de campanha e tesoureiro do PT, afirmava que se tratava de recursos de campanha “não contabilizados”. Hoje, o ex-Presidente, cinicamente, afirma que não existiu o mensalão. Entretanto, com a sua falta de ética e o comportamento de pelego sindicalista, tentou chantagear o Ministro do STF, Gilmar Mendes, pressionando-o a votar a favor dos acusados, sendo repelido publicamente. Durante o encontro, Lula, na presença do Adv Nelson Jobim, mencionou que outros ministros votariam de acordo com a sua orientação. Em recente entrevista, o Ministro Gilmar Mendes insinuou ser Lula um dos bandidos que tentam minar o processo do mensalão.
Os acusados, pedem um julgamento técnico. A maioria da população, cansada de tanta corrupção e impunidade, pede, simplesmente, que o STF não se curve a pressões e chantagens e que, com isenção e dignidade, julgue a quadrilha denunciada e faça Justiça!

 

 

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