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Será que este comandante sabe 
do valor histórico das Missões?
São Miguel das Missões é Patri-
mônio da Humanidade. Santo
Ângelo fica distante 58Km.
Será que partiu dele a idéia de
retirar a cruz Missioneira-Cruz
de Lorena- da entrada do quar-
tel?
 Ou de algum grupo que
pretende
 apagar da história do
Brasil a atuação e importãncia
dos jesuitas na região?

Retirada de cruz missioneira da frente de quartel em Santo Ângelo causa polêmica
Remoção foi vista com estranheza pelos moradores do município
Juliana Gomes - Zero Hora - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
A retirada da cruz missioneira da frente do 1º Batalhão de Comunicações do Exército de Santo Ângelo está gerando polêmica entre a comunidade. Há 18 anos instalada na frente do quartel, a ausência do símbolo foi vista com estranheza pelos moradores do município, cuja identidade cultural está fortemente associada à história da colonização jesuítico-guarani.
Segundo o tenente-coronel Luiz Carlos Damasceno, 43 anos, que está à frente dos 660 militares que trabalham no 1º Batalhão de Comunicações, a retirada da cruz é parte de uma reforma do quartel. As mudanças pretendem melhorar a segurança e a acessibilidade.
Para isso, um novo portão, exclusivo para pedestres, facilitará o controle da entrada e saída de pessoas. Outra entrada ficará disponível apenas para os
  
           Vejam a importância histórica que as atividades
           dos jesuitas tiveram para a região. Do trabalho
           missioneiro surgiram os primeiros núcleos ur-
           banos da região .
           Uma pergunta que não quer calar: O TCel é gaúcho?
           Porque eu que sou paraibana, sei do valor das
           Missões para o BRASIL.
veículos, a fim de evitar possíveis ataques de violência, motivados pela presença de armas, munições e caixas eletrônicos existentes no local.
Segundo o tenente-coronel, outra razão para retirar a cruz é garantir a universalidade de credos.
— Embora, a fé seja valorizada por nós, o Exército é uma instituição laica e de todos. Se a opção for manter a cruz, teremos que instalar também um símbolo evangélico, outro muçulmano, um espírita e de todas as outras religiões. Além disso, a cruz lembrava um túmulo. Uma daquelas cruzes de beira de estrada, que simbolizam mortes por acidentes de trânsito. Se a cobrança for de que a gente mantenha a cruz missioneira, então todas as empresas da cidade também devem ter uma — argumenta Damasceno.
Presente na música, na poesia e na fotografia da região das Missões, a cruz missioneira, também conhecida como cruz de Caravachia, foi trazida para o Rio Grande do Sul pelos padres jesuítas em 1626 durante a colonização do Brasil. Fundador da Companhia de Jesus, Inácio de Loyola foi um ex-militar que deu uma simbologia religiosa a uma espada usada pelos militares espanhóis durante as cruzadas na Idade Média.
Com a missão de ensinar aos indígenas a fé cristã, os religiosos administraram comunidades que receberam o nome de reduções, hoje consideradas os primeiros núcleos urbanos do Rio Grande do Sul. A partir das reduções, a Espanha pretendia tomar posse das terras ocupadas pelos indígenas.
Para a professora do curso de história da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões Nadir Damiani, o simbolismo da cruz extrapola a religião.
— A região das Missões é conhecida nacionalmente pela cruz missioneira. É uma referência à origem do nosso povo, à nossa história. A simbologia cultural é mais presente do que a religiosa, neste caso — explica.
A pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil Cláudia Patrícia Pacheco questiona a decisão dos militares.
— Por que retirar Cristo da frente do quartel? A cruz missioneira não representa apenas Jesus, um nome maior do que qualquer religião. A presença dela serve como questionamento da nossa história, da nossa postura como sociedade. Na minha opinião, mais cruzes missioneiras deviam ser erguidas em todos os lugares — opina.
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 Cruz Missioneira
Ernesto Caruso - 23/04/2012
O Comando da 16ª Brigada de Infantaria Motorizada foi desativado em 1993 e transferido da cidade de Santo Ângelo (RS) para Tefé (AM) com a denominação de 16ª Brigada de Infantaria de Selva. Mantida as tradições da sua origem, conservou a denominação histórica de BRIGADA DAS MISSÕES.
Sem apagar o passado, persistiu no distintivo histórico o simbolismo da região, representado pelas ruínas de São Miguel e a cruz missioneira fundindo-o com a característica da região atual onde mantém a sua sede: Selva!
Assim, em nome do estado laico, não dá para passar a borracha em todas marcas da História, não justificando a retirada da cruz missioneira da porta do quartel do 1º Batalhão de Comunicações do Exército. Tais registros estão no próprio distintivo histórico e na Canção da Unidade: “Desde o Rio de Janeiro, eficácia é a meta com o homem missioneiro ...”
Que as portas e portões que se abram ou fecham não anulem as tradições, não alterem a História, nem agridam os laços de união da Nação, como deve estar escrito nos manuais, em especial no trato com assuntos civis.
Que os Comandos reflitam e mandem construir uma Cruz Missioneira mais bonita e imponente da que foi retirada.

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