Isto não pode estar acontecendo...
  Eu sei que vão me salvar...É só dar tempo
  ao tempo.

Comissão abre procedimento para investigar
Por Yvna Sousa | De Brasília  - Estadão.com - 17/04/2012
A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu ontem abrir um procedimento preliminar para investigar a relação entre uma licitação irregular do Ministério da Pesca e a campanha da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ao governo de Santa Catarina.
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A decisão foi motivada por representação do PSDB. Em 2010, antes de Ideli assumir o Ministério da Pesca, a Pasta pagou R$ 31 milhões à empresa Intech
  
    Calma, é só manter a calma.Já providenciaram
    novos escândalos! A cachoeira abriu as com-
    portas
 , respingou em todo mundo....
Boating por 28 lanchas-patrulha - embora o ministério não tenha competência para utilizar as embarcações. Procurada pelo ministério, a empresa doou R$ 150 mil ao diretório do PT em Santa Catarina, que patrocinou 80% da campanha da ministra ao governo estadual. Após perder as eleições, Ideli assumiu a Pasta da Pesca por cinco meses e depois foi para a Secretaria de Relações Institucionais. A ministra afirma não ter relações com a empresa e diz que não foi diretamente beneficiada pela doação.
A partir da análise das informações encaminhadas por Ideli, o relator do caso votará pela abertura ou arquivamento do processo. A próxima reunião do colegiado é no dia 14 de maio.
A decisão foi acompanhada de perto pela assessoria da ministra, que pressionou a comissão e correu para esclarecer que ainda não foi aberto um processo formal de investigação. Representantes da empresa de comunicação e gerenciamento de crise Entrelinhas, contratada por Ideli, e seu advogado, Marcos Joaquim Alves, acompanharam a reunião do colegiado durante todo o dia. No início da noite, email  da Entrelinhas afirma que "o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, esclareceu (...) que a ministra não é investigada e que a análise sobre o acolhimento da representação só ocorrerá em 14 de maio".
No fim do encontro, o advogado conversou com o presidente Sepúlveda Pertence, o relator do caso, Américo Lacombe, e o conselheiro Fábio Coutinho. Na ocasião, ele se antecipou ao pedido da comissão e já apresentou um memorial com os esclarecimentos de Ideli.
Embora incomum, Pertence afirmou que é normal advogados conversarem com os conselheiros. "Nós aplicamos a prerrogativa do advogado de se comunicar com o juiz - nós não pretendemos ser juiz, mas fazemos as vezes, aqui - sem marcar audiência", declarou.
Sepúlveda admitiu que a pressão da Secretaria de Relações Institucionais foi maior do que a de outros casos semelhantes de ministros e disse que o "advogado protestou" contra os termos utilizados para divulgar a decisão da comissão.
Na mesma reunião, o colegiado decidiu pedir mais informações ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, sobre as consultorias que realizou antes de assumir a Pasta. Algumas das empresas estabeleceram contratos com a
  
      Calma, camarada, sempre tem um ponto
      alternativo. Não entregue nada...

Prefeitura de Belo Horizonte (MG). Apesar de serem fatos anteriores à posse de Pimentel na Pasta, o colegiado decidiu abrir o processo contra o ministro na última reunião, em 26 de março.
Além disso, o colegiado também aplicou um "censura ética" a Luiz Antônio Pagot, ex-diretor geral do Departamento Nacional de Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Após deixar o cargo por denúncias de irregularidades, em julho do ano passado, ele afirmou que não obedeceria a quarentena, período que servidores públicos devem cumprir antes de se empregarem no setor privado. Embora tenha comprovado à comissão ter cumprido a regra, os conselheiros entenderam a conduta como inadequada. A censura ética é destinada àqueles que já não fazem parte do governo, mas não impedirá Pagot de exercer novos cargos públicos ou estabelecer convênios com o governo, por exemplo.

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Comissão de Ética investiga Ideli no caso das lanchas
Comissão de Ética vai investigar Ideli
Por Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo - 17/04/2012
A Comissão de Ética da Presidência instaurou ontem procedimento preliminar para investigar a conduta da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) na compra pelo Ministério da Pesca de 28 lanchas-patrulha, 23 nunca usadas. O negócio de R$ 31 milhões, revelado pelo Estado, foi feito com empresa que doou R$ 150 mil ao PT de Santa Catarina, Estado de Ideli, que nega responsabilidade. Após a investigação, os conselheiros decidirão se abrem processo de apuração ótica contra ela.
Órgão vai analisar conduta da ministra no caso da compra de lanchas-patrulha; advogado dela conversou ontem com conselheiros

A Comissão de Ética da Presidência instaurou ontem procedimento para investigar a conduta da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) no episódio da compra de 28 lanchas-patrulha. A comissão também pôs na berlinda outro interlocutor próximo da presidente Dilma Rousseff: o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), que terá de dar mais explicações sobre seus negócios de consultoria.
No fim do mês passado, o Estado revelou a existência de contrato para a compra das lanchas-patrulha em operação casada com uma doação eleitoral para Ideli, então candidata ao governo de Santa Catarina.
De acordo com o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, Ideli já se antecipou e deu explicações sobre o contrato. "Ela apresentou esclarecimentos voluntariamente. Recebi o memorial do seu advogado, ainda não li, o relator (Américo Lacombe, nomeado por Dilma em março) é que está examinando o caso."
Os conselheiros devem decidir depois dessa investigação prévia se abrem um processo de apuração ética contra Ideli, informou Pertence. A próxima reunião da comissão está marcada para 14 de maio.
Após a reunião, Pertence teve um rápido encontro a portas fechadas com um advogado de Ideli, que teria protestado contra os termos "acolher a representação" e "investigação" usados pela imprensa para noticiar o caso.
Pressionado, o conselheiro fez questão de diferenciar os termos. "O processo relativo à ministra Ideli está nessa fase preliminar, não acolhemos nada, nem começamos a investigar coisa nenhuma", afirmou Pertence. O advogado também conversou, a portas fechadas, com o conselheiro Fábio Coutinho.
Em nota, a assessoria de Ideli informou que a certidão do Tribunal de Contas da União "atesta que a ministra não consta como responsável em nenhum processo de fiscalização". "O presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, esclareceu no fim da tarde de hoje (ontem) que a ministra não é investigada, e que a análise sobre o acolhimento da representação só ocorrerá na próxima reunião".
Na semana passada, a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou convocação para a ministra falar sobre o episódio das lanchas.
Pimentel. A comissão também decidiu pedir mais informações a Fernando Pimentel, sobre os negócios de sua consultoria. "O ministro apresentou no prazo os esclarecimentos, mas o relator pediu informações complementares", disse Pertence.
 

 

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