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Categoria: Newsflash
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A voz rouca da caserna
 
Revista Capital
 
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Engana-se quem pensar que os militares estão definitivamente enclausurados em seus quartéis e distantes de qualquer atividade política. Nos subterrâneos da caserna, cresce um movimento que não esconde a oposição a Lula e sua companheirada incompetente, corrupta e destrambelhada. Pela Internet e telefone, a turma verde-oliva também não oculta a preocupação com a corrida armamentista com que o ídolo de Requião, Hugo Chávez, promete desestabilizar a América Latina como um todo. Nos relatórios internos das "inteligências" internas que não foram desmanteladas pelo poder civil, os militares apontam para ligações entre o Primeiro Comando a Capital (PCC) e o MST. O tema já foi explorada pela "Veja" e insinua a participação dos sem-terra nas ações deflagradas pelo PCC nos últimos meses em São Paulo. Como se sabe, a tática guerrilheira empregada pela quadrilha de Marcola lhe foi repassada por membros do grupo que sequestrou o empresário Abílio Diniz, formado por latino-americanos e até canadenses ligados a movimentos guerrilheiros como zapatistas, as Farc colombianas e o Sendero Luminoso, do Peru. Dos quartéis, praticamente sem investimentos para evitar que as forças armadas percam totalmente seu poder de combate, os militares brasileiros observam ainda Chávez torrar US$ 3,5 bilhões em modernos Sukhoi Su-30, helicópteros e até mesmo uma fábrica para produzir os fuzis AK-47 na Venezuela. A caserna também desconfia que a campanha de reeleição de Lula vá ser bancada, em parte, pelo petróleo "bolivariano". É que se passa, hoje, nos quartéis. O Brasil já viu esse filme antes.

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