Imprimir
Categoria: Forças Armadas
Acessos: 3783
    Gen Bda Carlos Augusto Fernandes dos Santos

  
 Luiz Fernando Veríssimo
Luiz Fernando Veríssimo continua rebelde. Aliás, quando sua rebeldia escasseia ou diminui  , ele vai a Paris recarregar suas baterias ideológicas , reunindo-se no  Quartier Latin ou em Montmartre com  outros  criptocomunistas ,   para filosofar sobre o insucesso do COMUNISMO e do SOCIALISMO REAL e  desfrutar um bom vinho,   feito de  uvas de castas selecionadas, pois ninguém é de ferro; leva à tiracolo seu saxofone para confraternizar com músicos e artistas “avançados”, as belas  noites da cidade luz. No retorno, depois de se empanturrar de FAISÃO e PERU, volta arrotando JACU.

Nas edições dos primeiros dias  de abril de 2012, dos Jornais O Globo e Zero Hora , mais uma vez, descarrega sua repulsa ao segmento militar,  agredindo velhos soldados , segundo ele,  pertencentes “ ao Clube de reformados das Forças Armadas contrários ao esclarecimento final do que houve nos anos de rebeldia e repressão”, de quem “ só se pode esperar bravatas vazias”. Sobre as agressões sofridas por esses  mesmos velhos soldados  em frente ao Clube Militar, no dia 29 de março, nenhuma palavra ou crítica; como tantos” intelectuais orgânicos engajados” sua “moeda democrática” só tem uma face.
Manifesta ,  também no artigo,  uma dúvida, sobre o que acham os soldados de hoje, a respeito da  instalação e do funcionamento da Comissão da Verdade e o” nível de insubordinação entre os da ativa”.
Como velho soldado  asseguro-lhe que os jovens  oficiais  exercitam as mesmas virtudes, por ele desconsideradas, dos seus antigos chefes , alguns deles enaltecidos e cultuados  no Panteão da Pátria: lutaram em Guararapes  para expulsar os invasores ; participaram dos embates  pela independência do país; sufocaram inúmeras revoltas no período regencial, mantendo incólume o território nacional; colaboraram para a erradicação da escravatura no país  e lideraram  os acontecimentos para a implantação da República ; sustentaram , ainda,  Getúlio Vargas na Revolução modernizadora de  1930 e  sufocaram a Intentona  Comunista de 1935 e a revolta Integralista de 1937.
Com a Força Expedicionária Brasileira ( FEB) lutaram e morreram  no Teatro de Operações da Itália, colaborando  para  derrotar o nazi-facismo que infernizava o mundo.  Por último, e não menos importante , intervieram no processo político em 1964, quando a sociedade brasileira  exigia inconformada  que a baderna e o desgoverno tivessem um fim.
Colocaram, depois disso,  o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e na senda da ordem e do progresso.  Contaram para isso, com o incondicional apoio da sociedade brasileira  e dos governadores eleitos dos principais Estados da Federação, entre eles,  Minas Gerais, São Paulo, Guanabara e Rio Grande do Sul e muitos outros.
Essas evidências o irritam e o tornam mais rebelde, quando é obrigado a confrontar o pífio desempenho dos governos atuais, dos quais é  entusiasta,   com as realizações  em todos os campos do Poder Nacional ,dos governos militares. Naquela época, apesar das restrições naturais à liberdade de determinados militantes, não havia a repartição do butim, como ocorre hoje. E os mais velhos sabem disso.
Embora  considerem a Comissão da Verdade  inoportuna e com vícios de origem, asseguro-lhe  que os militares não são contra sua Instalação , desde que ela , depois de passadas as naturais e compreensíveis  disputas sustentadas  pelo  viés ideológico,   sem revanchismos e sem afrontar a Lei da Anistia , venha a apurar, de forma isenta ( de preferência integrada por historiadores  sérios e não engajados )  todos os episódios de triste memória, cometidos pelos lados em confronto.
O que não aceitam os militares  é a estratégia urdida nas coxias do ressentimento, preparada para  achincalhar e responsabilizar somente o EXÉRCITO INVICTO DE CAXIAS,  uma das mais sérias Instituições deste país,  objetivo velado de elementos  inconformados e sectários da velha esquerda, historicamente impedidos de implantar no país regimes estranhos à nossa tradição , por esse mesmo Exército.   
O que não aceitam os militares   é que os membros desta COMISSÃO sejam indicados por indivíduos que participaram ativamente  de Organizações Terroristas violentas,  responsáveis pela morte , em vários casos, de cidadãos inocentes ( civis e militares), quando explodiram, sequestraram,  assaltaram, assassinaram e roubaram estabelecimentos bancários, sem medir suas consequências.
Não seria prudente para a pacificação dos espíritos  e , com certeza,  um atestado de ingenuidade, entregar  à raposa as chaves do galinheiro, para decidir tema complexo , controverso e de natureza discutível.
O que teria a ganhar a maioria esmagadora  dos brasileiros que vivem hoje em uma nação pacificada e que desfruta os benefícios do regime  democrático, com atitudes e posturas que fomentam o ódio e a cizânia , insistindo em reabrir  feridas quase cicatrizadas.
Embora considerem a Comissão da Verdade  inoportuna e com vícios de origem, asseguro-lhe  que os militares não são contra sua Instalação , desde que ela , depois de passadas as naturais e compreensíveis  disputas sustentadas  pelo  viés ideológico,   sem revanchismos e sem afrontar a Lei da Anistia , venha a apurar, de forma isenta ( de preferência integrada por historiadores  sérios e não engajados )  todos os episódios de triste memória, cometidos pelos lados em confronto.
O que não aceitam os militares é a estratégia urdida nas coxias do ressentimento, preparada para  achincalhar e responsabilizar somente o EXÉRCITO INVICTO DE CAXIAS,  uma das mais sérias Instituições deste país,  objetivo velado de elementos  inconformados e sectários da velha esquerda, historicamente impedidos de implantar no país regimes estranhos à nossa tradição , por esse mesmo Exército.