Ernesto Caruso, 25/03/2012 
Há muito tempo não ocorria um manifesto com efeitos altamente positivos   que amalgamasse o sentimento militar em defesa das instituições, fundamentada no amor e dedicação à Pátria, família, vida, religião, probidade, liberdade de pensamento, ao respeito à ordem e à estabilidade jurídica.
O “Alerta à Nação. Eles que venham, por aqui não passarão.” despertou a Nação, como o soar de um alarme preocupante. Um toque de reunir, de engajamento e de valorização da Unidade.
Não teve o propósito de agredir o Clube Militar, que sob o impacto das relações com o Comando da Força, retirara o que publicara no seu portal eletrônico. Mas, sim, demonstrar por outros meios que a Força está viva e unida na defesa das instituições democráticas, como sempre esteve.
Além das célebres Assembléias no Clube Militar que mantinham aceso o lúmen da liberdade às vésperas do 31 de Março de 1964, houve o Manifesto do Clube Naval, pelo qual vinte almirantes denunciavam a comunização do País “pelo grave acontecimento que ora envolve a Marinha, ferindo-a na sua estrutura, abalando a disciplina, não pode ser situado apenas no setor naval. É um acontecimento de repercussão nas Forças Armadas e a ele o Exército e a Aeronáutica não podem ficar indiferentes”.
O anterior de 1963 foi assinado por 72 generais, lido na Câmara Federal.
Este, de março de 2012, foi o brado de uma centena de oficiais generais, dentre os quais ex-ministros do STM, ex-Comandante da Força, o detentor do Bastão da FEB, da ordem de 600 coronéis, 170 Ten Cel/Maj, 190 Cap/Ten (a destacar que muitos desses foram sargentos que enfrentaram a luta armada), praças e civis, que naturalmente representam os 75% da credibilidade do povo brasileiro em suas Forças Armadas, apesar do tanto que faz o governo para destratá-las.
Não é uma estatística nas cochas, como telhas de barro, que vai desqualificar o efeito do oportuno manifesto.
A comprovar a repercussão na imprensa e às novas investidas do governo, como no caso da PL para inspecionar as prisões dos quartéis e possíveis torturas a que são submetidos os presos, mais ou menos como a “aproximá-las” de Guantánamo e o agora incentivado comparecimento de jovens chamados ativistas culturais para tumultuarem o evento do Clube Militar, no dia 29, o painel “64 – A Verdade”.
Novamente a desordem fascista/comunista a ameaçar uma pacífica reunião interna em uma Associação. É um caso de polícia e todo o cuidado é pouco.
O Clube Militar naturalmente deve ter solicitado ao Governo do Estado o apoio da Polícia Militar com efetivo proporcional ao evento e ao raivoso grau de ameaça. Preocupação há, pois o Governo/RJ precisa da presença do Exército para conter bandidos nas periferias há meses, não pode faltar para refrear o arroubo de manifestações antidemocráticas e ameaças à integridade das pessoas que naturalmente vão comparecer ao evento — muitos já idosos — e do patrimônio privado, obrigações concernentes à Segurança Pública.
Espera-se também que não seja proibida a presença de militares da ativa e reprimenda aos que comparecerem. O evento é de cunho histórico e não de agitação própria dos grupos que lá pretendem comparecer, incentivados.
Incentivados pelos velhos que um dia foram conduzidos, quando jovens, à inglória luta armada.
Outra investida volta ao STF, tendo sido adiada para a próxima quarta-feira, 28/03/2012, novo debate (haja saco) sobre o alcance da Lei da Anistia. Que raça . . .? Querem porque querem a vingança e não se conformam com a pacificação. Agora, a ser julgado se a anistia enquadra o sequestro.
Até quando?
Ser aceso o estopim da guerra, ou manter o fumus boni iuris do cachimbo da paz?  
No expressivo número de assinaturas, há que se contar com a presença espiritual de grandes e honrados chefes militares que lutaram e comandaram a luta vitoriosa contra a desordem e o terrorismo comunista, nos legando a democracia que o Brasil vive hoje. Onde estiverem estarão aplaudindo e zelando por aqueles que foram seus fiéis seguidores a serviço da Nação, a sintetizá-los na figura do Gen Ex Walter Pires na incisiva proclamação:
 "Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas. de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia."

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