Luiz Felipe Denucci Martins  na Casa da Moeda
Por Ricardo Setti- 06/02/2012
Dúvida cruel, diante dos últimos (e penúltimos) acontecimentos:
1 – Nunca se roubou tanto no país quanto agora?
2 – Nunca se investigou tanto no país quanto agora e por isso aparecem mais malfeitos?
3 – Perdeu-se de vez a vergonha e tudo se faz às claras?
Resposta correta: as três, mas principalmente as duas últimas.
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Hoje, as investigações não são feitas apenas pela Polícia, mas também por particulares, munidos de equipamentos de uso geral e baixo custo. E, como se perdeu a vergonha, tudo fica muito exposto. O gatuno expõe seus pedidos como se estivesse fazendo propostas comerciais absolutamente legítimas.
E, claro, há o item 1: muita gente, vendo como é fácil botar a mão em dinheiro público, resolveu pegar sua parte.
O mais impressionante, entretanto, é a banalização do absurdo. No momento em que o país precisa economizar, aparecem figurões que já ganham bem e pedem equiparações, aumentos, vantagens. E ainda furam a fila: há gente que espera anos para receber precatórios alimentares que deveriam ser pagos rapidamente, mas para as Excelências o dinheiro aparece na hora – um desembargador, por exemplo, recebeu adiantado porque teve problemas no apartamento.
Ilegal? Não, não é ilegal – mas é frustrante ver que não há dinheiro para reajuste aos aposentados, embora haja para auxílio-moradia a autoridades que vivem na cidade onde trabalham.
Não é ilegal, mas é injusto. É o decoro zero.
A conta da Moeda
De um lado, a incrível história dos casos mal-explicados do diretor da Casa da Moeda, que o levou à
 
 Luiz Felipe Denucci Martins, ex-presidente da
 Casa da Moeda
- e a mal-contada história: cor-
 da no pesçoco do Guido Mantega, da Fazenda?
demissão; de outro, a incrível história do ministro da Fazenda, que foi alertado para as coisas estranhas que aconteciam na Casa da Moeda e ficou quietinho. E, por trás, o PMDB, que não tem nada com isso mas precisa resolver algumas pendências com a Presidência da República.
Luiz Felipe Denucci Martins, ex-presidente da Casa da Moeda - e a mal-contada história: corda no pesçoco do Guido Mantega, da Fazenda?
Se quiser salvar o ministro Mantega, cuja cintura ultraflexível é o que ela exige no cargo, a presidente Dilma vai ter de contar com a ajuda do PMDB. Os peemedebistas são bonzinhos e gostam de ajudar os outros, mas gostam de ser ajudados em troca.

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