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Categoria: Forças Armadas
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     Batalhão do ten. Iporan, dias antes da Conquista
    de Montese
 - Arquivo: Diana Oliveira Maciel
    A homenagem do site www.averdadesufocad.com
   a todos os heróis  da Força Expedionária Brasileira
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Por Osmar José de Barros Ribeiro - 10/12/2011
Os últimos dias de novembro e os primeiros de dezembro de 2011 trouxeram a infausta notícia do falecimento de dois heróis brasileiros que souberam honrar e dignificar a Pátria. Um, nas encostas dos Apeninos, com a Força Expedicionária Brasileira; outro, o responsável pelo desenvolvimento das telecomunicações no Brasil. São eles o Coronel Iporan Nunes de Oliveira e o General José Antonio de Alencastro e Silva.
Num País onde um ex-presidente teve a ousadia de dizer não termos heróis, enquanto ele e seus seguidores outorgam tal título a amotinados, desertores, assassinos, ladrões e seqüestradores, seria de sugerir-lhes a leitura da verdadeira e real História do Brasil, em lugar da que, sem qualquer escrúpulo, tentam impingir aos jovens estudantes ( O grifo é nosso)
Sobre o Cel Iporan, herói de Montese, o mais sangrento dos combates brasileiros na Itália, tive acesso a comentários dos quais transcrevo os seguintes:
- Entrou com meu pai para a Escola Militar do Realengo,... Meu pai dizia dele: "calado, discreto, educado, revelou-se um leão em combate. Expunha-se ao fogo inimigo com uma tranqüilidade impressionante e não fazia qualquer alarde disso. Um exemplo de coragem e profissionalismo que não foi devidamente valorizado pelo Exército." (Gustavo);
-... Tive a honra de servir com o Major Iporan, que se destacava por sua modéstia, na década de 50, no antigo 5° RI, em Lorena. (Brissac);
São de Ethevaldo Siqueira, no O Estado de S. Paulo (03DEZ2011), as notas que se seguem, referentes ao General Alencastro:
 
               Leitura recomendada - 
       O livro relata a evolução das teleco-
   municações no Brasil, desde a década
   de 60 até a redemocratização do país  
   e a privatização do Sistema Telebrás.
Gaúcho de Santana do Livramento,... formou-se no curso de engenharia de telecomunicações do IME- Instituto Militar de Engenharia, no Rio de Janeiro. Competência profissional e probidade eram suas qualidades principais, reconhecidas, ao longo de sua vida, até por adversários.
... raros brasileiros deram contribuição tão significativa quanto ele ao processo de modernização e de institucionalização das telecomunicações do País.
Em caráter totalmente pessoal, desabafou com tristeza, em seus últimos dias: “Tudo que vi ao longo de mais de 50 anos me comprova o doloroso fracasso do Estado como gestor ou operador de telecomunicações. E pior: a máquina pública vai ficando a cada dia mais aparelhada, assaltada e dominada por corruptos e incompetentes. Diante desse quadro, só nos resta privatizar tudo.”
Sobre ele, sintetizando o seu elevado padrão moral, recebi o seguinte comentário:
Esse homem foi um dos pilares dos governos chefiados pelos militares. Dos chamados anos de chumbo, quando, na verdade, "pesavam" na consciência dos homens públicos a vergonha, a honestidade, a seriedade na condução das tarefas funcionais e o respeito a si próprios. Como tantos outros,... deixou a função com os proventos de oficial na reserva e só! Se quisesse, teria tido tempo para reunir bens para encher até mais do que onze caminhões... Mas os tempos eram outros... (Tavares).
Esta, a homenagem, simples, mas sincera, a dois heróis brasileiros cuja vida e conduta, na guerra e na paz, deveriam servir de exemplo a muitos dos nossos homens públicos, principalmente aos atuais, cuja carreira mais se assemelha a um prontuário policial.