Por Paulo Carvalho Espíndola.
    Nada mais representativo do que Carlos Lupi para caracterizar as lideranças políticas do Brasil.
    É justo, portanto, que Lupi se reerga da sua mediocridade para tornar-se candidato à presidência deste país, já que o roufenho Lula, ao que parece, teve os cabelos e barba roubados por um mal que ele não viu chegar e sobre o qual não ouviu nada e não sabe de nada.
Que lhe voltem os cabelos e a barba, para que o ex-presidente usufrua de toda a fortuna que lhe caiu no colo, sem que ele tenha sabido como e o porquê de tanta fortuna.
 Brasil cômico. Muitas vozes se ergueram na internet para comentar que o roufenho soube de seu mal de saúde num sábado e, imediatamente, tenha sido acudido pelo maior hospital particular do país, a despeito da (in) competência do SUS (Sistema Único de Saúde) para os brasileiros bastardos que somos todos nós. A propósito, quem paga a conta desse hospital particular para os cuidados do roufenho? A dúvida sobrevive por assentar-se no modo em que Lula sustentou-se com recursos completamente alheios ao seu trabalho (?), advindos de favores e emoluendos não bem explicados. Ah! Lula é o ex-presidente e merece o melhor tratamento possível! O Zé Mané, entregue à patranha do SUS, entre o diagnóstico de doença igual ao do ungido ex e o tratamento efetivo, morre pela prescrição da sua vida, vítima do sistema que o ex deveria ter tornado ágil e eficiente, o SUS, que não lhe convém agora.
    O Zé Mané que sobrevive, entretanto, assiste ao Circo Brasil. Vê coisas inacreditáveis. Vê um desfilar de podridão, que lhe arrepia. Vê as mais cínicas explicações para os maus feitos. Deixe o Zé Mané de pagar as suas contas. Aí, sim, a justiça e os credores sujar-lhe-ão o nome e o condenarão à execração.
   Lupi é a exceção. Sujo, incriminado por inúmeras acusações é o herói do governo da República Federativa do Brasil. Herói sustentado por todos nós, mas herói, principalmente, da “presidenta”, cuja primeira medida ao tomar posse foi violentar o idioma ao “feminilizar” o nome do cargo. Ela, assim, passa a ser “assistenta” de toda a iniquidade que acontece, antes de ser a presidente do Brasil, cargo para o qual foi eleita.
   Lupi continua na exceção. Maldito pelos que creem na Justiça e eximido de qualquer culpa pelo nosso voto.
   Voltemos ao voto. Sejamos coerentes.
   Se votamos nessa escumalha, por que não continuarmos a votar na escumalha?
   O Lupi, neste raciocínio, é o melhor candidato à presidência do Brasil.
   Não duvido de nada. Lupi, afinal, é o símbolo da excrescência do político brasileiro. Nada melhor que ele para nos representar, povinho que somos.
          
           

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