Leituira recomendada
 tel : 61 3468 -6576

Morte de Juarez Guimarães de Brito - " Juvenal"
 A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça  - Carlos Alberto Brilhante Ustra - 7ª edição
Se o preso tinha a possibilidade, tentava a fuga ou o suicídio. O “ponto de polícia” era previamente marcado entre os militantes para que, em caso de prisão, a organização tomasse conhecimento da “queda” do militante. A falta ao “ponto normal” e ao “alternativo” era um indício de sua prisão. O contato iria ao local marcado como “ponto de polícia” no dia e hora combinados. Se o preso aparecesse, a organização tinha certeza de sua prisão. Nesse caso, havia duas alternativas:- o contato se retirava, tentando não ser identificado;
- a organização montava um esquema armado para tentar resgatar o preso.

Texto completo
-Nos casos de tentativa de fuga ou resgate, invariavelmente, havia reação da equipe responsável pelo preso e, conseqüentemente, o saldo era de mortos e feridos.A seguir, relato um exemplo, ocorrido durante a cobertura de um “ponto de polícia”.
O terrorista Wellington Moreira Diniz (Noventa), da VPR, ao tentar entrar em um “aparelho” da organização, na cidade do Rio de Janeiro, foi surpreendido pelos policiais que já o haviam “estourado” e, no seu interior, montavam uma “campana” aguardando quem nele pretendesse entrar. Reagiu à prisão, atirando com suas duas armas. Wellington foi ferido no tiroteio, mas também feriu três agentes do DOI/CODI/I Ex. Preso, foi conduzido ao DOI. Durante o interrogatório abriu um “ponto” para o dia 18/04/70, uma semana depois da sua prisão, com um dos dirigentes da VPR, Juarez Guimarães de Brito (Juvenal), no bairro Jardim Botânico, na zona sul carioca.
A Equipe de Interrogatório ficou desconfiada. Uma semana era um prazo muito longo para a cobertura de um “ponto normal”. O mais provável era que o preso estivesse mentindo e fornecendo um “ponto frio” ou um “ponto de polícia”.
As Equipes de Busca e Apreensão, responsáveis pela cobertura do ponto,foram alertadas para que o planejamento da ação fosse preparado com cuidado.
O preso possivelmente estaria tentando a fuga ou, então, a VPR poderia tentar um resgate. E estavam certos.
Como ele faltara à cobertura de vários pontos, a VPR desconfiou da sua “queda” e discutiu a conveniência de cobrir, ou não, o “ponto de polícia”, acertado entre seus militantes para essas ocasiões. Resolveram que o ponto seria coberto por Juarez Guimarães de Brito (Juvenal) e sua mulher Maria do Carmo Brito (Lia), que partiram para a cobertura, num Fusca.
Wellington foi conduzido para cobrir o ponto no seu próprio jipe. Ao se aproximar do local, foi deixado só, dentro do carro, com a orientação de que o conduzisse até o local escolhido pela VPR para a cobertura do ponto.
Este era um momento crucial: um terrorista preso, sozinho num jipe, dirigindo-o em pleno trânsito carioca, numa rua movimentada como a Jardim Botânico. O mínimo que poderia acontecer era ele tentar a fuga, em desabalada carreira. Assim, todo o cuidado era pouco e a responsabilidade do pessoal do DOI era maior ainda.
Quando chegou ao local do ponto, Wellington estacionou o jipe e permaneceu no volante, observando o movimento do local. Wellington viu quando o Fusca, com dois passageiros, se aproximou e passou pelo jipe, sem parar. Nessa ocasião, fez um gesto, avisando que estava preso.Eles perceberam o aviso e continuaram em frente. Wellington respirou aliviado, pois seus companheiros viram que ele estava preso. Pensou que tivessem “dado o pinote”, o que, segundo a gíria deles, significava fugir. Não foi o que aconteceu. Eles pararam o Fusca junto a uma feira livre, logo adiante, onde “Lia” saltou, comprou verduras e as colocou no interior de uma sacola e, no fundo da mesma, um revólver calibre 22, de sua propriedade. A seguir, pagou a um garoto para que entregasse a sacola ao rapaz que estava sentado no jipe, estacionado. Quando o garoto se aproximou do jipe os policiais se acercaram dele,tomaram a sacola e apreenderam o revólver. A seguir, conduziram Wellington de volta ao DOI.
Enquanto isso acontecia, outra equipe cercou o Fusca. Maria do Carmo, que já se encontrava no Volks, sacou a arma e começou a atirar. Os policiais revidaram. Maria do Carmo e Juarez tinham feito um pacto de morte, que seria executado numa situação como essa. Juarez, cumprindo a sua promessa, tomou a arma da mão de Maria do Carmo e deu um tiro no próprio ouvido. Morreu na hora. Maria do Carmo não teve a coragem de se suicidar. Entregou-se aos policiais. No seu aparelho, na Gávea, foi encontrado o plano para o seqüestro simultâneo de quatro embaixadores estrangeiros e muitas anotações que permitiram desmontar várias ações da VPR que estavam sendo planejadas.
Comentários  
#1 go here 02-02-2016 12:38
Please let me know if you're looking for a writer for your
weblog. You have some really great articles and I believe I
would be a good asset. If you ever want to take some of the load off, I'd
really like to write some material for your blog in exchange for a link back to
mine. Please shoot me an email if interested. Kudos!
Adicionar comentário