Leitura recomendada
            Alguns detalhes dos assassinatos do Capitão Danilo Paladini e do Capitão Benedito Lopes Bragança, para que o leitor tenha para sempre na mente, até onde chegou a covardia dos que fizeram a Intentona.
           Por Aluisio Madruga de Moura e Souza 
            Como já citei, o comunista  Barbosa Lima Sobrinho escreveu na orelha da contra capa do livro de Hélio Silva – 1935 – a Revolução Vermelha: “não houve  ninguém, oficial ou soldado, assassinado na cama pelos companheiros sublevados. Os que morreram, morreram lutando.” Esta afirmação que é uma grande inverdade. Barbosa Sobrinho certamente não leu os jornais da época e nem se aprofundou no tema, ou teve a intenção deliberada de distorcer os fatos em defesa de seus camaradas comunistas, o que aliás sempre ocorre.
 No acaso especifico, do Tenente Danilo Paladini, promovido a Capitão pós-morte, tive a grata satisfação de ter sido comandado do General Mário César Azevedo da Silveira, esposo de Dona Irma Paladini Azevedo da Silveira, filha do Capitão Paladini e de Dona Zelina Paladini.
            Sabendo que eu estava escrevendo um livro no qual abordaria a Intentona, gentilmente Dona Irma me permitiu acesso a um diário de campanha do seu pai, escrito dia após dia, iniciado em 1º de agosto de 1924 e findo em 23 de março de 1927, bastante útil para conhecimento das questões desse período que antecedeu a Intentona.
            O referido diário conta a sua participação na manutenção da ordem governamental em duas revoltas ocorridas no interior do País, mais precisamente na região norte (Pará e Amazonas) e no interior de Minas Gerais e do antigo estado de Goiás.
            Como relatei em artigo anterior, consta na página 75 do livro do ponderado Gen. José Campos de Aragão, participante da resistência no 3º Regimento de Infantaria no Rio de Janeiro a seguinte afirmação: “o Capitão Armando de Souza Melo e o Tenente Danilo Paladini, que repousavam no momento da insurreição, foram mortos pelos revoltosos ainda aturdidos quando se levantavam.”
            No entanto, Dona Irma tem versão diferente das publicadas em livros a respeito da morte de seu pai. Segundo sua mãe, um Sargento, cujo nome não se recorda, a procurou e lhe contou como o seu marido, Tenente Paladini, foi assinado friamente: disse-lhe o sargento:
“eu e o Tenente Paladini regressávamos da ronda e, quando subíamos as escadas que davam acesso ao alojamento, ouvimos uma voz que chamou. Paladini! Ato contínuo ouviu-se um disparo de arma de fogo que o atingiu nas costas. Então eu o arrastei até o alojamento, colocando-o sobre um sofá. Começava uma grande confusão.”
            Como Dona Zelina, mãe de Dona Irma, fez questão de guardar a farda usada por seu esposo no dia em que foi assassinado, para que a acompanhasse quando do seu falecimento, tive a honra de estar com a túnica da farda em questão nas mãos e constatar que o tiro fora dado pelas costas, saindo a altura do coração. Pena que Dona Zelina já não possuía memória para nos contar detalhes do que soubera pelo Sargento em questão. Não importa! Matar um ser humano dormindo, ainda sonâmbulo ou pelas costas é a mesma coisa. Não é combate, não é luta, é traição e covardia.
            Tendo ocorrido risco de morte em tantas oportunidades, como pude verificar em seu diário, o Capitão Paladini jamais imaginou, que por ironia do destino, iria morrer dentro do Quartel em que servia e que, portanto, julgava local altamente seguro, por um ato mesquinho e covarde, praticado por um companheiro de profissão com quem convivia diariamente.
            Quanto ao Tenente Benedito Lopes Bragança, segundo depoimento do 2º Tenente aviador Oswaldo Ribeiro Mendes, o mesmo foi “assassinado sem defesa pelo Capitão Agliberto Vieira de Azevedo, dentro do carro do Capitão Sócrates Gonçalves.”
            Não estava, portanto, lutando, mas no banco traseiro de um automóvel.
            Declara o Tenente Ribeiro Mendes:
            “ estávamos de carona no carro que foi retido quando adentrávamos no Quartel. Ao retirar-se o sargento que nos parou, continuamos sob a guarda do Capitão Agliberto. Ao ouvir o primeiro tiro disparado, ao que parece, na direção da casa dos pilotos, Agliberto visou friamente o Tenente Bragança e atirou, tendo este soltado um gemido e caído para seu lado direito, dentro do carro, assassinado sem defesa. Vendo que o Capitão Agliberto, à nossa esquerda, apontava a arma para mim e notado pela sua fisionomia  que ia atirar, levantei as mãos exclamando: mas Agliberto! Apesar disso, este apertou o gatilho, tendo o revolver falhado. Aproveite-me do seu momento de surpresa, consegui empunhar meu revolver e atirar apressadamente pela porta do carro, o que ocasionou sua fuga na direção do capinzal que vai até a enfermaria.” (pág. 80 do livro do Gen. José de Campos Aragão).
            Alguns outros exemplos poderiam ser citados. No entanto, imagina-se que os dados até aqui fornecidos sejam suficientes o bastante para nos permitir afirmar que nem todos que morreram, morreram lutando como de maneira desavergonhada os comunistas continuam apregoando.
            No próximo e último artigo, no INTENTONA COMUNISTA V, difundiremos um documento histórico que foi o  pronunciamento do Dr. Getúlio Dornelles Vargas nas primeiras horas do ano de 1936.   
            Aluisio Madruga é autor dos livros:
            Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A grande Verdade e Documentário – Desfazendo
Comentários  
#1 wilson judice maria 29-06-2013 15:06
Foi mesmo uma vergonha . Luiz Carlos Prestes , conta meu avô , chorou igual uma mulherzinha quando foi preso . Mas não chorou quando ordenou a morte da menina Elza Fernandes . Olga Ben Arion ( judia russa ) , assassina cruel procurada em toda a União Soviética , ajudou Prestes a tramar toda essa infâmia cometida contra nosso povo . Getulio a mandou para o inferno . Hoje sua filha, Anita , recebe R$ 19.500, 00 do governo , à título de indenização . Essa mulher , quando bebê , foi salva nos campos de concentração por um general alemão que se compadeceu de sua situação e a entregou para sua avó , mãe do merdinha Luiz Carlos Prestes. Se você quiserem mais , eu tenho . Sou testemunha auricular da história e tenho anotações .
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