Cel Hiram Reis e Silva
Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 24/11/2011
Em primeiro lugar nega-se o fato de que em 1959 a geopolítica da América Latina (AL) havia virado do avesso pela tomada do poder em Cuba por Castro, que logo assumiu sua condição de comunista e se aliou à URSS. Seguiu-se um banho de sangue de proporções inimagináveis do qual é proibido falar! E a lenta e progressiva instalação na ilha de numerosos instrutores soviéticos que adestraram tropas cubanas e formaram e exportaram guerrilheiros e terroristas, e re-estruturaram o sistema de Inteligência. Através desta “cabeça de ponte” aumentou sobremaneira a influência da URSS na AL.
(Heitor De Paola) 

A história mostra que certos temas são recorrentes e não perdem sua validade com o passar dos anos pelo contrário confirmam-se suas teses mostrando como agem as esquerdas revanchistas que se apoderaram do poder sedando a vontade e a alma dos indivíduos com doses letais de suas famigeradas “bolsas esmolas”, transformando-os em meros zumbis.
Um país de contrastes onde os nanicos intelectuais se arvoram de terem criado uma economia forte menosprezando um passado de investimentos em infra-estrutura dos governos anteriores que permitiu que se chegasse a isso, não valorizando, também, os esforços ingentes de nossos denodados empresários subjugados pelos impostos excessivos. Mais uma vez um antigo artigo publicado pelos amigos combativos patriotas do Jornal Inconfidência me veio à lembrança pela sua atualidade, onde podemos verificar que nada mudou desde a sua primeira publicação. 
-  Abrindo os Arquivos da “Ditadura”
    General e Escritor Sérgio Augusto de Avellar Coutinho
    (Publicado no Inconfidência, n° 77/2004, e n° 108/2007)
Se os verdadeiros objetivos da abertura dos “arquivos da ditadura” fossem mesmo o consolo das famílias dos “mortos e desaparecidos” e o resgate da verdade para virar, de uma vez por todas, esta “página negra da nossa história”, como argumentam raivosas as esquerdas de todas as tendências, as revelações seriam frustrantes; pior ainda, seriam um “tiro no pé”. O que vão encontrar são os crimes que cada um dos “heróis” terroristas, muito deles hoje em altos cargos do governo e da administração pública praticou, incluindo detalhes cruéis e nomes das suas vítimas. As esquerdas sabem disto, o ministro da justiça sabe disto, as famílias sabem disto, todos sabem disto. Tanto que criaram uma comissão para apreciar o conteúdo dos arquivos e fazer a censura para preservar o sigilo do que poderá ofender a memória dos “epigrafados” e a sensibilidade dos seus familiares. Manipulação porque já sabem tudo que os arquivos militares contêm. Já têm conhecimento do acervo dos extintos Serviço Nacional de Informações (SNI), Delegacias da Ordem Pública e Social (DOPS) dos Estados e das Divisões de Segurança e Informações (DSI) dos Ministérios, já aberto e fuçado por pesquisadores engajados, atrás de papéis reveladores dos horrores da ditadura.
Até hoje, por razões óbvias, nada foi divulgado como revelação histórica ou como denúncia. Tudo porque lá encontraram contados os crimes de subversivos, terroristas e corruptos, daqueles que hoje se arrogam de revisores da história e de heróis defensores da democracia.
Portanto, as razões tão arrogantemente alegadas para abertura dos arquivos militares são mentirosas. Além do revanchismo, há uma causa revolucionária pragmática que está no contexto da “neutralização das trincheiras da burguesia”: domesticar as Forças Armadas, inibindo-as, intimidando-as e desmoralizando-as perante a sociedade nacional. É preciso anular qualquer possibilidade de que venham a ser novamente baluarte da democracia. Que não repitam 1964, impedindo um futuro assalto ao poder por alguma das tendências revolucionárias existentes e ativas no desfecho da “transição para o socialismo” em curso em nosso País.
O processo de “domestificação” das Forças Armadas não ficará certamente na abertura inócua dos arquivos e na sua transferência para os cuidados de uma autoridade mais confiável, o Ministro da Justiça. Novas “reformas democráticas” poderão ainda vir: - reformulação do sistema de inteligência militar; reforma da destinação constitucional das Forças Armadas; revisão dos regulamentos disciplinares; revisão da Lei de Anistia; democratização das escolas militares de formação de quadros e do treinamento dos recrutas. 
Embora despercebido pelas aparências da prática democrática, um movimento revolucionário da esquerda está em curso no Brasil. Só as pessoas de muito boa fé não percebem isto. O momento que vivemos é ainda de “correlação de forças políticas”. Por isto, só os políticos e as organizações e partidos liberais democráticos poderão deter a marcha das esquerdas para o socialismo monocrático e opressor. Os brasileiros esclarecidos e responsáveis não podem ignorar o que está efetivamente acontecendo e devem iniciar a resistência política e ideológica enquanto é tempo. 
O livro “Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e na Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre. Para visualizar, parcialmente, o livro acesse o link:
http://books.google.com.br/books?id=6UV4DpCy_VYC&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Vice-Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio Grande do Sul
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
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