Carlos Lupi no olho do furacão
Diário de Pernambuco 
 Recife  - 07/11/2011
Ministro do Trabalho é o mais novo alvo da oposição e dos próprios aliados no governo Dilma 
Brasília – Sai Orlando Silva do Esporte, entra Carlos Lupi, do Trabalho. Alvo de denúncias de irregularidades desde o início do ano por conta de reportagens do Correio/Diario sobre repasses suspeitos do ministério a organizações não-governamentais, o pedetista agora  no furacão que já fez ruir cinco ministros do governo Dilma Rousseff. A mais nova denúncia foi publicada pela revista Veja e resultou na demissão de um assessor direto do ministro.

Ontem, o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira, foi enfático ao defender o afastamento do ministro e a partir de agora vai redobrar os esforços para tentar aprovar três pedidos de convocação de Lupi que dormem nas gavetas de comissões técnicas da Casa.
“As denúncias que imprensa trouxe são gravíssimas. Tanto que o Lupi determinou o afastamento de um assessor especial, que estaria envolvido e que é uma pessoa diretamente ligada a ele. Diante de tudo isso, o ministro precisa se afastar para garantir isenção durante as investigações. A presença dele, dada a relação direta com as denúncias de fraudes, só compromete e dificulta as investigações”, afirmou o líder tucano.
Enquanto a oposição acerta sua mira sobre Lupi, no Palácio do Planalto a aposta é a de que ele não resiste no cargo por muito mais tempo. É que há uma avaliação de que ele não representa mais o PDT e nem tampouco é o interlocutor do governo com as centrais sindicais, cada vez mais distantes do governo Dilma. Além disso, ressurgem denúncias de contratos suspeitos no Ministério do Trabalho. A última, entretanto, foi a de que o assessor direto de Lupi e coordenador-geral de Qualificação, Anderson Alexandre dos Santos, seria o operador de um esquema de cobrança de propina na pasta. Anderson foi afastado do cargo no último sábado, quando a reportagem de Veja chegou às bancas.
No início deste ano, o Correio/Diario mostrou, por exemplo, seis entidades de Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Curitiba que haviam recebido R$ 27,9 milhões do Ministério do Trabalho, de um total de R$ 41,8 milhões em convênios. (Do Correio Braziliense)

                                       

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