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Fonte: A Verdade Sufocada - a História  que a esquerda não quer que o Brasil conheça - Carlos Alberto Brilhante Ustra - 7ª edição
O fim do regime militar e a Lei da Anistia não trouxeram a pacificação desejada. Crédulos, os militares voltaram às suas atribuições, confiantes na
reconciliação de todos os brasileiros. As mãos foram estendidas em sinal de paz, por um dos lados - as mãos dos vencedores da luta armada -, porém, para os vencidos, o combate continuou. Os derrotados apenas trocaram as armas pelas palavras, fazendo questão de não deixar cicatrizar as feridas que eles mantém abertas até hoje.
A passividade dos vencedores, o silêncio comprometedor das autoridades, somente fizeram crescer o revanchismo dos vencidos.

Texto completo 

Com a chegada ao poder de ex-banidos e ex-auto-exilados, a história começou a ser reescrita. Com os direitos políticos readquiridos, muitos voltaram aos seus antigos cargos, outros foram acolhidos por governos simpatizantes e alguns ingressaram em partidos que necessitavam de seus serviços, mesmo sem compartilhar a mesma ideologia.
Aos poucos, a maioria dos “perseguidos” ocupava cargos públicos.
Bons formadores de opinião, contando com o apoio de setores da mídia, passaram a usar novas trincheiras na batalha pela tomada do poder e pela desmoralização do regime militar e das próprias Forças Armadas.
Esse processo começou nas escolas de primeiro grau, onde o Ministério da Educação passou a indicar livros de História escritos por antigos
militantes de organizações subversivo-terroristas, com suas versões distorcidas. Terroristas como Lamarca, Marighella e outros inspiram filmes
românticos, peças de teatro, séries de TV e passam a ser mitificados como heróis e mártires da liberdade. Os agentes da lei, como bandidos.
Documentários sobre esses “heróis” e entrevistas com subversivos, assassinos e seqüestradores - sempre omitindo seus crimes - são transmitidas pela TV Câmara, TV Senado, TV Educativa e outras, narrando suas versões e apresentando-os sempre como vítimas de um regime que perseguia estudantes indefesos.
Nas eleições, começaram a conquistar os frutos do revanchismo e do silêncio das autoridades.
Em 1982, alguns foram eleitos na legenda do PMDB. O PTque havia conseguido seu registro definitivo  conseguiu eleger oito deputados federais.
Com toda essa campanha, a geração que não vivenciou a época dos governos da Contra-Revolução foi acreditando que realmente era um período de terror, quando as pessoas eram perseguidas; não se podia sair às ruas; jovens indefesos eram presos em suas faculdades, enquanto, candidamente, estudavam em salas de aulas.
O PT congregava um grande número de militantes oriundos das mais diversas facções políticas. Eram sindicalistas, operários, ex-banidos, ex-auto-exilados, ex-presos políticos e membros de antigas organizações subversivo-terroristas como VPR, POC, ALN, Var-Palmares, MR-8, PCBR, PCdoB  e outros e esquerdistas das mais variadas tendências, que sempre se mantiveram em constante oposição aos governos vigentes. 
  Em 1988, os ex-cassados Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas, juntamente com os antigos militantes da organização subversivo-terrorista Ação Popular, Sérgio Motta e José Serra, e contando ainda com o apoio de outros “perseguidos políticos”, fundaram o PSDB.
O revanchismo tornou-se a palavra de ordem. As criticas ao regime militar e as acusações aos integrantes dos órgãos de informações tornaram-se cada vez mais contundentes.
Com os “perseguidos políticos” no poder, passou a ser suficiente uma acusação para que um coro de revanchistas exigisse, mesmo sem provas, a punição do acusado, a quem não é dado nem mesmo o direito de defesa.
São inúmeros os casos de revanchismo que prejudicaram carreiras de profissionais competentes.
Quais são os verdadeiros perseguidos políticos?
O tribunal vermelho é soberano. Não permite defesa, nem exige provas da acusação. Se hoje não "justiçam" mais com sangue, promovem outro tipo de "justiçamento", a execração pública.

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