Osmar José de Barros Ribeiro, em 24 Set 2011
Para a extrema esquerda brasileira, ora com boa parte dos seus representantes no poder, a recente aprovação pela Câmara dos Deputados e encaminhamento ao Senado Federal do Projeto de Lei criando a Comissão Nacional da Verdade, representa uma vitória.
Assim, o que vemos hoje, nada mais é que a mentira derrotando a verdade, resultado buscado pelos que, hipocritamente, aceitaram a anistia para, ao depois, se mobilizarem contra aqueles que lhes haviam feito morder o pó da derrota.
A própria Comissão Nacional da Verdade, a ser constituída pelo Poder Executivo (hoje sob controle dos derrotados nas décadas de 1960 e 70) no âmbito da Casa Civil, é de uma falsidade a toda prova.
Seu objetivo principal, dito estratégico, é o de “promover a apuração e o esclarecimento público das graves violações de direitos humanos praticadas no Brasil no período fixado pelo artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal (de 18 de setembro de 1946 à data da sua promulgação), uma mentira sem tamanho, posto lhes interessar, tão somente, o período revolucionário.
Outra mentira: “A criação de uma Comissão Nacional da Verdade... responde a uma demanda histórica da sociedade brasileira.” A “demanda” não é da sociedade e sim dos grupelhos subversivos que, como hábito, arrogam-se o direito de falar em nome da mesma.
Os “objetivos intermediários” foram, um a um, conquistados pela esquerda odienta, a partir dos malfadados períodos governamentais de Fernando Henrique Cardoso, ele mesmo um auto-exilado:
- criação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, em Dez 1995, significando o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte de opositores ao regime instalado a partir de 1964;
- a criação, em novembro de 2002, da Comissão de Anistia, no âmbito do Ministério da Justiça, com a finalidade de examinar os requerimentos de reparação econômica, de caráter indenizatório, aos anistiados políticos, no período de 1946 a 1988, que julgou (?), até 2009, quase 55 mil processos;
- o lançamento, ao apagar das luzes do governo Lula, do PHDH-3.
A Comissão Nacional da (In)Verdade tem como escopo:
 - esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos praticadas no período mencionado, de forma a promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior;
- identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionadas à prática das violações de direitos humanos, suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;
- encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos;...
- promover, com base em seus informes, a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos,...
Em outras palavras, reescrever a História do Brasil, transformando os que impediram a comunização do País em criminosos e, em heróis nacionais, assaltantes de bancos, criminosos frios, desertores e terrorista
Será o começo do fim ou o fim do começo? 

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