Ex-senador Arthur Vírgílio - PSDB
Por  Arthur Virgílio
Blog do Noblat 18/08/2011
O episódio da prisão de 38 funcionários do Ministério do Turismo, a começar pelo secretário-executivo da pasta, terminou superado pela discussão sobre o uso, correto ou incorreto, das algemas.
Esclareço que não sou favorável a abusos policiais e nem à humilhação de prisioneiros. Basta-me o corrupto ser preso, segura e adequadamente. Mas os fatos foram distorcidos a um ponto tal que, de repente, as algemas ficaram mais importantes que os delitos praticados contra o dinheiro da sociedade
O Ministro Wagner Rossi, da Agricultura, protegido do vice-presidente Michel Temer, visivelmente enriqueceu exercendo cargos públicos. Mansão milionária em Ribeirão Preto e, agora, o tal jatinho de R$7 milhões.
Não tem como permanecer no cargo. Seu secretário-executivo, aliás, já foi demitido. Wagner Rossi, não! Hipocrisia pura, misturada com medo que a presidente Dilma demonstra ter do poderoso PMDB.
Menos de sete meses de governo e sete escândalos de porte registrados no passivo de um governo que envelhece a olhos vistos. Alfredo Nascimento vai à tribuna do Senado, ameaça, nas entrelinhas, contar o que sabe, e os líderes governistas reagem covardemente, com panos quentes, bem ao estilo da República do “rabo preso”.
Outro dia, vi na televisão episódio escatológico, passado numa pequena cidade mineira: todos os nove vereadores estão presos e suas esposas investiam furiosamente contra as câmeras e os jornalistas. Uma dessas senhoras colocava a mão direita sobre o órgão genital e berrava: “quer filmar? Então filma aqui”. E um dos vereadores: “nós somos parlamentares, não vai acontecer nada conosco”.
Mais para trás, um prefeito petista do Ceará fugiu de prisão preventiva num ônibus, acompanhado do vice-presidente da Câmara Municipal e mais 34 picaretas.
Pergunto a mim mesmo. Que país estamos legando aos nossos filhos e netos? Uma realidade da qual eles tenham razão de se orgulhar? Ou um grande Clube de Cafagestes?

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