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Categoria: Revanchismo
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 Vejam o vídeo abaixo e leiam a
 verdade no trecho ao lado:
  http://youtu.be/aCLfMNVHqOY

Morte no QG da 5ª Zona Aérea, Canoas/RS
Por Carlos Alberto Brilhante Ustra - A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça- a partir da 3ª ed.
 Quatro dias após a vitória da Contra-Revolução, no dia 04 de abril de 1964, o major-brigadeiro Nelson Freire Lavanére Wanderley, acompanhado
do coronel Roberto Hipólito da Costa, foi ao Quartel General da 5ª Zona Aérea, comandada, interinamente, pelo coronel aviador Alfeu de Alcântara
Monteiro, para assumir o comando daquela Grande Unidade da Aeronáutica. O coronel Alfeu era tido como um oficial janguista.
Ao chegarem ao QG, o brigadeiro Lavanére e o coronel Hipólito se dirigiram para a sala do comandante, situada no primeiro andar, e ocupada pelo coronel Alfeu. 

 

Texto completo

 

Recusando-se a passar o comando, o coronel Alfeu reagiu violentamente, ferindo o brigadeiro com dois tiros de revólver: um que atravessou a subcutânea, perto do olho, em direção da orelha e o outro que penetrou o mamilo esquerdo e seguiu em direção ao braço.
Quando o coronel Alfeu atirou, o coronel Hipólito revidou, em defesa de sua vida e da do major brigadeiro, ferindo, mortalmente, o coronel Alfeu, também com dois tiros, na lateral esquerda do tronco.
Logo após esses acontecimentos, o major Pirro de Andrade chegou à escada de acesso ao primeiro piso e ordenou ao cabo enfermeiro Onéias Rech que atendesse o major-brigadeiro, que acabara de ser ferido. O cabo Rech subiu a  escada, entrou na sala e, amparando o brigadeiro, retirou-o do local, entregando-o ao cabo enfermeiro Olavo Souza, que o conduziu ao hospital do QG.
Retornando à sala do comando, o cabo Rech ajudou a atender o coronel Alfeu, que, ferido, estava caído atrás da sua escrivaninha, empunhando um revólver  calibre 32. O cabo Rech retirou-lhe a arma e a colocou sobre a escrivaninha.
Como os ferimentos do coronel Alfeu eram graves, ele foi conduzido numa ambulância, acompanhado pelo cabo Rech, para o Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre, onde veio a falecer.
Foi instaurado um Inquérito Policial Militar. No Processo Penal o coronel Hipólito absolvido em todas as instâncias.
A Comissão de Especial, criada pela lei 9140 de 04/12/1995, concedeu, por unanimidade, a indenização de cem mil reais aos beneficiários do coronel Alfeu.
A respeito de seu voto favorável nesse processo, o general Oswaldo Pereira Gomes, representante das Forças Armadas na Comissão Especial, declarou ao jornal “Folha de São Paulo”, de 07 de junho de 1998:
“...Houve o caso de um militar janguista que se rebelou num quartel do Rio Grande do Sul. Ele foi morto e a comissão votou o processo em que ele teria levado 16 tiros pelas costas. Era o coronel Alfeu de Alcântara Monteiro. O pedido de indenização foi aceito. Eu mesmo aprovei o caso. Na verdade, depois de o caso ser apurado, fui descobrir que o coronel não tinha levado 16 tiros pelas costas, mas sim um
tiro, após o tiroteio... O que foi para o relatório do “Brasil Nunca Mais” foi essa versão de 16 tiros pelas costas, o que é uma inverdade.
Houve muitos casos como este. Havia inclusive uma combinação entre os presos para eles orquestrarem determinados depoimentos.
Como exemplo, há o caso do general Fayad. Vários presos políticos combinaram em falar que todos foram torturados por ele...”
Em 15 de dezembro de 1998, o general de brigada Oswaldo Pereira Gomes encaminhou ao Dr. Miguel Reale Júnior, presidente da Comissão especial de Anistia um pedido de revisão da decisão da Comissão concedendo anistia ao s familiares do coronel Alfeu de Alcântara  Monteiro , baseado em novos fatos, inclusive apresentando cópias de documentos da época ( laudos, inquérito e processos0  . O pedido foi ignorado.
 Nilmário Miranda, em seu livro "Dos filhos desse solo", e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República no livro "Direito à Memória e à Verdade", ambos publicados com dinheiro público, continuam afirmando essa e outras versões falsas, com o intuito de  desacreditar as Instituições da época.
E, seguindo a tática de que repetindo uma mentira mil vezes  ela vira verdade, vários militantes em livros e parte da mídia continuam repetindo versões falsas sobre fatos históricos.