Campo Grande - Fotos Marcelo Victor
Carreata contra corrupção chama a atenção pelas ruas, apesar de poucos carros
Movimento nacional, o Dia do Basta luta contra a corrupção
Paula Vitorino
Carreta contra corrupção percorreu ruas do Centro. (Fotos: Marcelo Victor) 
Chega de corrupção, basta de impunidade, queremos os políticos corruptos na cadeia. Essas foram algumas das frases ditas e pintadas nos veículos que participaram do movimento nacional, Dia do Basta, neste sábado (2). O protesto acontece hoje em diversas cidades do país.
Texto completo
Em Campo Grande, mesmo com apenas cerca de 20 carros participantes, a carreata chamou a atenção da população por onde passou. Em frente ao hotel na Afonso Pena, os hóspedes saíram na rua para apoiar a passagem da carreata pelo local.
Com narizes de palhaço, faixas e muitas buzinas, os manifestantes contagiaram novos adeptos e chamaram a atenção da população para o fim da corrupção.
Ao contrário de outras manifestações na Capital, onde a maioria dos participantes é de jovens e universitários, o Dia do Basta foi movimentado por profissionais já formados de diversas áreas e suas famílias.
Para uma das participantes, a juíza Maria Izabel Rocha, de 55 anos, isso é devido o movimento “não ser de modinha. É uma necessidade”.
A iniciativa de organizar o movimento em Campo Grande surgiu pelo facebook e chegou a ganhar quase 2 mil adeptos. “Um amigo de São Paulo lançou a proposta e começamos a organizar”, conta o médico Miguel Angel Vila, de 58 anos.
Muitos dos participantes se conheceram pela rede social e só foram ter o primeiro contato pessoalmente nesta manhã. O grupo se reuniu das 9h às 10h em frente ao Parque das Nações e depois saiu pela Afonso Pena e ruas do Centro.
A arquiteta Sara Rocha, de 28 anos, avalia como positivo o manifesto. “O povo tem quer ir para as ruas mostrar sua indignação, se não for assim nunca vai mudar. Para a primeira vez foi muito bom, é um começo”, diz.
Já o analista Leonardo Bruschi, de 28 anos, afirma que a mensagem foi passada e o mais importante é que a população não se acomode.
“Independente quem está no governo, nós não podemos aceitar a corrupção. Ano após ano continuam roubando e o povo acaba achando isso normal”, frisa.
Manifestantes afirmam que luta é nacional e população não pode se acomodar.
Nosso dinheiro roubado - A psicóloga Meire Ferraz, de 55 anos, ressalta que a causa pela qual o manifesto luta não afeta apenas alguns grupos da sociedade, mas sim, toda a população.
“Muitas pessoas vinham parabenizar a ação, achavam legal e desejam sorte para nós como se a corrupção não afetasse a deles também. É prejudicial para todos. É uma causa coletiva, que está prejudicando todo mundo, mas parece que algumas pessoas ainda não percebem”, alerta.
E Maria exemplifica a situação de impotência. “Se você é assaltada na rua, grita, chama a polícia. Mas a pessoa que te rouba todo dia lá no governo ninguém percebe e não faz nada”, diz.
Para a juíza, esse “dinheiro roubado” deveria estar em projetos para o bem-estar das crianças e da saúde pública, por exemplo.
“É o dinheiro que está sendo tirado das nossas crianças. Fora os processos que todo dia chegam de pessoas que estão morrendo porque não conseguem os remédios pelo SUS, mesmo tendo direito”, denúncia.                                                            
Anita Driemeier - e-mail : Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Comments powered by CComment