Imprimir
Categoria: Luta armada
Acessos: 2807

 
A Verdade Sufocada em Tapauá/AM
 Por Daniel Albuquerque *
A obra histórica A VERDADE SUFOCADA -(A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - constitui uma valiosa joia que somente por um rasgo de sorte e em razão do progresso alcançado nas comunicações, com a bendita Internet (apesar dos pesares), chega ao conhecimento dos habitantes das barrancas da Amazônia Ocidental. Contendo 567 páginas de fascinante leitura, com descrição de fatos que encerram os lampejos da história que narra e cujos rasgos de ocorrência constituem uma epopeia vivida durante os chamados “anos de chumbo” (que os digam, as vitimas da subversão armada), que constituíram uma guerra fratricida imposta aos militares brasileiros, com a intenção de contra golpear o golpe da chamada esquerda prestes a impor neste país uma Ditadura do Proletariado, sob o controle e moldes de Cuba. 

Texto completo

 

O Autor, o ilustre Coronel Reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, valoroso e disciplinado oficial do Exército brasileiro, sempre pronto e ativo para servir a corporação e a Pátria cujas características e vida profissional são exaltadas, juntamente com esclarecimentos sobre o desenrolar da história narrada, pelo General Reformado Raymundo Negrão Torres sob o título À GUISA DE PREFÁCIO, ao não se submeter ao pijama característico da compulsória substituído pelo patriótico desejo de expor à Nação as verdadeiras nuanças sobre o desenrolar dos acontecimentos que impuseram o Movimento Militar Contrarrevolucionário Brasileiro, patenteia as qualidades de ser, também, versado em letras como escritor de elevada dicção e vernáculo escorreito. Ao homenagear sua querida esposa Joseita que, há 52 anos transformou-se em sua alma gêmea, reluzindo em sua vida a bordo do trem suburbano do Rio de Janeiro que os conduzia ele a Deodoro e ela a Campo Grande, transfigurou-se em talentoso vate expondo uma peça de poesia lírica que, ao mesmo tempo, traduz o momento mais romântico da obra e demonstra o elevado caráter do Autor e as suas inequívocas qualidades morais e intelectuais.
O Autor lança a lume esta obra, esplendendo os rútilos e tristes clarões do desenrolar da luta armada no Brasil, expondo em seus inúmeros capítulos o outro lado da história, freneticamente contada aos brasileiros por vencidos e seus admiradores que, para isto, valem-se dos direitos que quiseram, pelas armas, destruir. Para tanto, ancorou-se em dados precisos sobre os fatos que narra dando-lhes autêntica conotação histórico geográfica, com nomes dos personagens, dos lugares e datas dos seus cometimentos e dos resultados vitoriosos ou dos fracassos de suas operações. Destarte, esta obra supera o critério extrínseco da verdade, pois demonstra com dados e fatos comprovados, outra visão, de muito bom juízo, dos acontecimentos emanados do Movimento Militar de 31 de março de 1964.
De excelente juízo de valor são, também, as notas em que o Autor focaliza as matérias e declarações divulgadas nos jornais da época, sobre as quais os ledores poderão debruçar-se com a natural avidez da compreensão do pensamento de brasileiros que reagiram à parcimoniosa postura do governo então legalmente constituído, em aceitar e até participar do visível golpe da esquerda que intentava impor uma Ditadura do Proletariado em detrimento da democracia vigente no País, ou seja: derrubá-lo.
Pelo o que foi exposto, este modesto comentarista solidariza-se com o pensamento do professor Laércio S. R. Junior de São Paulo-SP: “Realmente as obras escritas pelos militares merecem ser lidas, uma vez que apresentam uma outra visão dos acontecimentos advindos do Movimento de 1964. Como professor de História, entendo que 1964 é um fato historicamente recente na história política brasileira. Entendo também que já passa da hora de se rever os conceitos acerca deste período, e esta mudança deve começar nos livros didáticos que devem proporcionar aos jovens brasileiros não uma visão unilateral dos acontecimentos, mas uma visão que proporcione o debate aprofundado, promovendo desta forma a reflexão crítica necessária aos educandos que poderão escolher de qual lado da história irão se posicionar”. Apesar de entender que a maioria dos nossos discentes, por culpa que não lhes cabe, não está devidamente preparada para discernir de maneira imparcial, tão complexa parte da História do Brasil. No decorrer de todos estes anos, ainda não foi dada - a essa acentuada maioria de jovens - educação de qualidade, uma das normas precípuas dos líderes que proclamaram a Repúblicas em nosso País.
Todavia, as palavras que encerram este comentário não pretendem canonizar todos os militares que participaram da “guerra suja” brasileira. Como revelou o General Reformado Raymundo Negrão Torres, em seu À Guisa de Prefácio: “achar, hoje, que tal guerra poderia ter sido conduzida com punhos de renda e luvas de pelica é uma abstração de quem não viveu o dia-a-dia de tais momentos e não sentiu na pele as agruras de ter de ganhá-la em nome do futuro democrático da Nação”. Tornando-se, assim, possível ter sido considerado necessário, por alguns militares, o uso de métodos não convencionais para derrotar o inimigo, dos quais se valem muitos dos vencidos e “áulicos”, multiplicando-os de forma desmedida, na ânsia de acobertar os seus desmandos e inverter os valores: aos que mataram, roubaram, sequestraram, atiraram bombas em quartéis, repartições públicas, aeroportos e bancos, para implantar um regime totalitário no País, limpos pela Lei da Anistia, honrarias e méritos de heróis. Aos que cumpriram com o seu dever de combatê-los de maneira honrosa e formal, o achincalhe e a pecha de torturadores. Com isto, querem imprimir na consciência dos nossos jovens de hoje (como já o fizeram com os de ontem), a falsa ideia de que a tortura foi introduzida no Brasil pelo Movimento Militar Contrarrevolucionário de 1964. A propósito, por achá-la pertinente, reproduzo a resposta do articulista e escritor Percival Puggina a um professor que o contestou: “Não foi só durante os governos militares que houve tortura no Brasil. A tortura era uma prática institucionalizada no aparato policial brasileiro e ainda não está extinta, como frequentemente se fica sabendo e como, muito mais frequentemente, não se fica sabendo. Portanto, debitar a prática da tortura aos governos militares é desprezar todos os outros torturados, de ontem e de hoje, para canonizar os guerrilheiros e terroristas que possam ter sido vítimas dessa deplorável e criminosa forma de ação investigatória”.
Contudo, pretende o autor deste comentário solidarizar-se com o Coronel Ustra e sua querida família, com arroubos que emanam diretamente de sua alma e do seu coração, em razão da defesa que faz com elevado padrão de méritos, às difamações e calúnias contra si assacadas pelos que foram por ele, no estrito cumprimento do dever, combatidos e vencidos.
Parabéns, Coronel Ustra e excelentíssima família! Já nos garantiu o humilde pregador da Galileia: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça, porque serão fartos” (Matheus, V: 6).
Tapauá-AM, aos 23 de junho de 2011 – Festa Cristológica de Corpus Christi.
*Daniel Albuquerque
Funcionário Público Municipal Aposentado