Dom Evaristo Arns
Arquivos da época da ditadura vão ser digitalizados
O Estadão.com.br
O Ministério Público Federal de São Paulo decidiu disponibilizar na internet mais de 1 milhão de páginas de 707 processos do Superior Tribunal Militar, abertos contra presos políticos no período da ditadura. Hoje, quem quer ter acesso a esses papéis tem de pedi-los aos órgãos onde ficam armazenados.
O processo de digitalização vai começar amanhã. Os documentos deverão estar disponíveis para a consulta do público daqui a um ano. O acervo faz parte do projeto Brasil: Nunca Mais.
 Observação do site www.averdadesufocada.com : Os processos estarão completos ou estarão apenas com o que Dom Evaristo Arns e sua equipe consideraram "o principal " -  - um documento valioso na reconstituição das violações dos direitos humanos.?
Eram denúncias feitas diante de autoridades militares, em juízo, com nomes de torturadores, de locais de tortura, de presos desaparecidos.
O “principal”, a que se refere D. Paulo, foram as acusações de tortura feitas perante os juízes, durante os julgamentos, quando os criminosos usavam esse argumento para se inocentar dos crimes praticados ou para justificar as delações de companheiros. Ele somente se refere a isso no seu livro. Os “justiçamentos”, os seqüestros, os assassinatos, as “expropriações”, os atentados a bomba, com vítimas inocentes, não são relevantes para o arcebispo, pois, segundo ele, foram confessados sob tortura.
É bom frisar que no STM se encontra o maior e mais confiável acervo sobre o combate ao terrorismo. Sendo a última instância da Justiça Militar, eram encaminhados para esse Tribunal os processos e inquéritos dos implicados nos crimes de subversão e terrorismo.
A equipe que escreveu o livro Brasil Nunca Mais, de posse dessa valiosa documentação, fez a triagem a seu modo, publicando o que interessava, distorcendo os fatos e ignorando o que não lhe convinha. Não consideraram os atentados terroristas, os “justiçamentos”, os seqüestros e os assassinatos praticados pela esquerda. Tais crimes foram propositadamente omitidos, para que a Nação não tomasse conhecimento das atrocidades dos que pegaram em armas para implantar no Brasil a ditadura comunista.
 Basta folhear a obra de D. Evaristo Arns para constatar que, segundo ele, o desvario da esquerda simplesmente não teria existido.
D. Paulo e sua equipe tiveram acesso à vasta documentação, copiaram o que desejavam, inclusive documentos sigilosos, o que é vedado por legislação pertinente. Ardilosamente, usaram o que lhes interessava, utilizando somente o que chamam de “principal”. O “restante” para o arcebispo, ou seja, os arquivos existentes na ABIN, no DPF, nas Forças Armadas e nos antigos DOPS, são documentos secundários. Certamente, por conterem explicitamente os crimes e as intenções dos protegidos do eminente prelado.
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