Por Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra
Passar por vítima,quarenta anos depois,  narrando fatos sem provas,  como faz Pérsio Arida é uma afronta à qualquer  inteligência  mediana . .
Mais surpreso fico eu, quando  diz que não apareço em suas "memórias".Ele Foi preso no dia 24/09/70.  Assumi o comandante do DOI em 29/09/1970. A partir desse dia , até 15/10/1970 , quando foi enviado ao DOPS, estava preso sob a minha responsabilidade. Portanto estou envolvido em seus delírios, porisso a resposta.
Volto a afirmar que Pérsio Arida não ficou preso por vários meses, como inícia suas "memorias" e sim 42 dias, de 24/09/1970 a 15/10/1970 quando foi enviado ao DOPS, para seguir os trâmites legais. Lá ficou até o dia 03/11/1970, quando foi ouvido e solto para responder ao processo em liberdade.
Pérsio Arida, não é necessário ser sua palavra contra a minha . Basta que você prove que as informações do processo  são falsas. Diga em que dia e mês  você foi preso e  quando foi solto, mas lembre-se que você afirma que passou vários meses presos.
Quanto ao Massafumi, por que duvidar de seu arrependimento e chamá-lo de traidor? Talvez, ele tenha tido a coragem de admitir, já naquela época, o que você só teve coragem de admitir publicamente 40 anos depois.
Continuo afirmando , que durante o meu comando, você não foi enviado para  o Rio de Janeiro.
Em que período você "teria ido" para o Rio de Janeiro ? Lembre-se que nas suas  "memórias"  você afirma  que, no Rio, depois que  "saiu da solitária ", passou três semanas em outra cela até seus pais irem lhe buscar, juntamente com dois militares, e que você voltou para  o DOI, de onde foi enviado ao DOPS.  
Além do mais, Pérsio Arida, em nenhum momento foi dito por mim que "Bacuri" não passou por São Paulo. O que foi escrito é que ele foi preso no Rio de Janeiro  pela  equipe do delegado Fleury ( informação retirada do livro "Dos filhos desses solo" - pág 57, de Nilmário Miranda, seu companheiro de ideologia )
 Quanto ao fato de sua tortura, eu nem preciso me justificar, pois fora a falta de lençóis engomados e do conforto de sua casa, você mesmo escreveu que os comandantes não deixaram que lhe batessem e por mais de uma vez, afirma que, fora o medo que sentiu , não houve tortura.     
Eu, Pérsio Arida, também fui e continuo idealista. Eu, como muitos outros,  por idealismo e por  dever de profissão, combatemos pessoas que matavam inocentes,  que sequestravam,  praticavam atentados a bomba, atos que você mesmo condena com veemência. Pessoas que  tentavam implantar no Brasil um regime ditatorial. Você  mesmo reconhece que
"(...) se  bem-sucedido, o movimento guerrilheiro teria provavelmente feito do Brasil uma grande Cuba."
Quanto à Comissão de Justiça e Verdade a que você e muitos de seus companheiros de sua antiga ideologia sugerem como a solução para que essa história triste não se repita, - "com um processo aberto de depoimentos para que pudéssemos aprender com nossa própria história"-, realmente, ouviríamos várias centenas de testemunhos do que teria se passado  naquele período. Apareceriam  companheiros que iriam testemunhar a favor dos membros de suas  organizações. Para eles, não  exigem provas e muitas vezes combinam entre eles o que vão dizer, e desacreditam os processos e os laudos periciais, alegando que foram torturados. Esta comissão a que você se refere deveria, também, apurar os crimes cometidos pelas organizações terroristas.
 Pérsio Arida, continue com seus delírios. Talvez  alguns companheiros apareçam, e, para dar credibilidade as suas "memórias"  diga que o viu  na parada para almoço nas Instalações da Aeronáutica em São Jose dos Campos, almoçando, algemado , juntamente com várias pessoas
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