Atentado a bomba-Aeroporto de Guararapes/Re 
2 mortos e 13 feridos- 1 criança de 6 anos 
Por General Ex. José Carlos Leite Filho - 03/05/2011
O mundo livre rejubila-se pela morte do terrorista Osama Bin Laden depois de quase dez anos de busca após o assassinato de cerca de três mil pessoas, no trágico atentado das “Torres Gêmeas”, nos Estados-Unidos, em onze de setembro de 2001, seguido de mais quinhentos espanhóis em outro atentado em Madri e outras dezenas de vítimas em ocasiões distintas.
Evidencia-se, justificadamente, a condenação mundial implacável a essa forma de luta capaz de vitimar homens, mulheres e crianças inocentes, fazendo-me refletir se essa será também a atitude do governo brasileiro e de algumas entidades nacionais ditas defensoras dos direitos humanos, que costumam ser imperdoáveis quando se referem à tortura, mas tolerantes e, mais do que isso, defensoras dos “companheiros”, alguns transformados em autoridades governamentais, que a praticavam em passado não muito distante. Ocorre-me, também, a recente tragédia do Realengo, no Rio de Janeiro, em que cerca de doze crianças colegiais perderam a vida sob a ação de outro extremista que só interrompeu a sua ação criminosa, embora por ele considerada justa, quando foi abatido por um policial militar que se tornou heroi aplaudido nacionalmente..
Lembro-me bem quando, fiel ao princípio de que antes de tudo deve-se fazer a apreciação das pessoas, como se fosse uma casa, para ver o que valem, procurei conhecer uma senhora, em Pernambuco, então presidente regional do grupo “Tortura Nunca Mais”, sabidamente hostil aos militares, e dela ouvi condenação veemente à tortura e aceitação do terrorismo por um alegado e incompreensível motivo de que este “não tem poder de combate”! Esse conhecimento permitiu-me apreciar melhor o valor moral do citado grupo, desprovido de alicerces tanto quanto vários outros que até hoje, na vida política nacional, se me afiguram cultores da hipocrisia e fieis ao princípio de que “os fins justificam os meios”. Talvez me falte alguma vivência política para entender coisas assim e outras que parecem atestar que as cadeias brasileiras, no período dos governos militares, eram as melhores do mundo por terem sido capazes de recuperar e transformar terroristas, sequestradores, torturadores, assassinos e assaltantes de bancos e de veículos tansportadores de valores em governadores, ministros, prefeitos, deputados, senadores e outros de menor expressão.
Talvez a morte do líder da organização terrorista Al Qaeda, mercê do êxito da combinação de ações de inteligência com o valor operacional de forças especiais norteamericanas, sirva não apenas para livrar o mundo de uma criatura tão perversa, mas também para enfatizar que o terrorismo, em qualquer tempo e em qualquer lugar, jamais será aceito como forma de combate ou de defesa de ideais.
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