Treinamento dos Seals  - Foto AP
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 Treinamento recebido pelos seals, da Marinha americana, é considerado   o mais pesado de quaisquer forças do mundo  Os homens designados para capturar ou matar Osama Bin Laden são parte de uma lendária unidade de forças especiais da Marinha dos Estados  Unidos, os seals. Mas quem são eles?
 A ação levou anos para ser planejada, mas foi executada em apenas 40  minutos. Mais de dez membros das forças americanas foram deixados  perto da casa de três andares e muros altos nos arredores de  Abbottabad, no noroeste do Paquistão.

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Depois de um breve tiroteio, cinco pessoas foram mortas, incluindo  Osama Bin Laden, que segundo relatos levou um tiro abaixo de seu olho  esquerdo.
  
      Treinamento dos SEALS - Foto AP
Todos os soldados americanos escaparam ilesos, apesar de  problemas técnicos com um helicóptero, que foi deixado para trás.
 E a despeito dos perigos, coletaram computadores, DVDs e documentos  antes de deixar o edifício.
 
Elite
 Do ponto de vista americano, a missão, batizada de Geronimo,   dificilmente poderia ter sido melhor, resultado da preparação e das  habilidades dos homens que a conduziram.
 Embora não tenha havido confirmação oficial, acredita-se que o grupo  envolvido na missão tenha sido o Seal Team Six (ST6), oficialmente  conhecido como o Naval Special Warfare Development Group, também  chamado de DevGru. Eles são um grupo de elite treinado para conduzir  operações altamente sigilosas.
 Os seals são parte do Comando de Guerra Especial da Marinha e também  integram o Comando das Operações Especiais dos EUA. Eles são  frequentemente deslocados pelo mundo em operações para proteger os  interesses americanos.
 Há 2,5 mil seals no total, e o nome (que em inglês significa “focas”)  deriva das iniciais dos locais em que estão treinados para trabalhar –  mar, ar e terra. Mas a característica pela qual são mais conhecidos é  a sua alta especialização para atuar na água.
 Suas missões podem ter naturezas bastante diversas e incluem combates,  resgate de reféns e ações antiterrorismo.
 'Cavalos treinados'
 Segundo Don Shipley, que passou duas décadas na Marinha americana como  um seal, esses soldados são os melhores dos EUA. “Esses caras que se  tornam seals têm visão perfeita, inteligência acima da média e são  geneticamente construídos para suportar muita punição, apanhando  muito. Esses são os caras que estão preparados para entrar (no
 treinamento), mas os que saem são como cavalos treinados para correr.”
Costuma-se descrever o treinamento como o mais duro para quaisquer  forças em qualquer lugar do mundo. A taxa de desistência varia entre  80% a 85%.
 Stew Smith, que foi um seal por oito anos, agora oferece treinamentos  físicos no Estado de Maryland para pessoas que cogitam entrar no  grupo. Ele diz que os primeiros seis meses de treinamento na unidade,  conhecidos como Demolição Básica Subterrânea, são os mais duros. Eles incluem um treinamento que dura 120 horas seguidas e envolve nadar,  correr, cursos de obstáculos, mergulho e navegação.
 “Nunca pensei em desistir. As pessoas me perguntam por que não, e eu  digo que você tem de ir lá com um espírito de competidor, não apenas  de sobrevivência”.
Após a conclusão do curso, o soldado torna-se oficialmente um seal e é  alocado em uma equipe, mas precisa passar outros 12 meses em  treinamento com os novos colegas antes de ser enviado para uma missão,  diz Smith. Para ele, o que torna os seals únicos é sua versatilidade.
 “Por confiarmos no barco e termos uma relação com a Marinha, nós  respeitamos a mãe natureza e percebemos que quando se está no meio do  oceano, você é só um pontinho.”
 Segunda Guerra
 Os seals surgiram na Segunda Guerra Mundial e são sucessores de grupos  como a Unidade de Demolição de Combate Naval, que se envolveu na  invasão do norte da África em 1942.
 A criação ocorreu graças a um pacote de US$ 100 milhões aprovado pelo  presidente John F. Kennedy para fortelecer as forças especiais  americanas. Posteriormente, eles se envolveram no Vietnã, em Granada e  no Panamá, onde quatro seals foram mortos ao tentar impedir que o  líder Manuel Noriega escapasse. O episódio também ficou conhecido por  um incidente alguns dias depois, quando rock em alto volume foi tocado  durante dias e noites para forçá-lo a deixar seu refúgio na Cidade do  Panamá.
Mais recentemente, os seals foram bastante empregados em missões no  Afeganistão e no Iraque. Mas o papel deles na morte de Osama Bin Laden  inaugura um novo capítulo na história do grupo.
 

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