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"(...) Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.(...)
(...)Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos a democratização do Estado e da sociedade.(..) "
(Trecho de abertura do Portal Memórias Reveladas -  assinado pela Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff )
 Ivan Seixas, no depoimento (veja, abaixo, o vídeo), resolveu omitir as calúnias que lançou e que lança, constantemente, contra  o Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandava o DOI, na época em que  Ivan foi preso, juntamente com seu pai, Joaquim Seixas - "Roque", do Movimento Revolucionário Tiradentes - MRT, um dos participantes do assassinato do industrial Albert Boilesen. Ivan Seixas , então com 16 anos,  já militava, ativamente, na luta armada.
http://youtu.be/aCLfMNVHqOY
Interrogado, no mesmo dia da prisão - 16 de abril de 1971-, "Roque" entregou um “ponto”  que teria na Estrada do Cursino, altura do nº 5.000, com Dimas Antônio Casemiro "Rei".  

Texto completo


Ao "cobrir o ponto"- talvez um "ponto de polícia" - encontro marcado, com antecedência, para ser usado em caso de resgate ou de fuga, solto  "Roque"  tentou fugir, correndo na direção de uma C-14 amarela, com seis elementos no seu interior.
Foi morto no meio do tiroteio entre seus companheiros e os agentes que o escoltavam.
Nos processos que entraram na justiça, a partir de 2005, contra o coronel, em quatro deles, Ivan Seixas sempre é apresentado como testemunha de torturas, sofridas por presos no DOI/IIEx, apesar das épocas das prisões serem diferentes e dos militantes pertencerem a outras organizações.
 Na realidade, os presos ficavam no DOI, por pouco tempo. Após serem interrogados, eram enviados ao Dops, para  ser feito o  inquérito e, de lá, seguiam para o Presídio Tiradentes - "O Aparelhão"-,  ou eram soltos.
Quando o Cel publicou seu primeiro livro - Rompendo o Silêncio - Ivan Seixas, a respeito da prisão e morte de seu pai, declarou ao jornal O Nacional de 01/04/1987 o seguinte:
“Esse torturador eu conheço bem. Foi responsável por muitas mortes, inclusive a de meu pai. Invadiu e saqueou minha casa. Me torturou quando eu tinha 16 anos...”
“No dia 16 de abril de 1971, agora vivendo em São Paulo e militando no MRT - Movimento Revolucionário Tiradentes - meu pai e eu fomos presos quando íamos nos encontrar com um companheiro que foi preso e delatou o encontro. Fomos levados para a Oban, que tinha como comandante o então major Ustra. Das 10 horas, momento da prisão, até as 19 horas, fui torturado para dizer o endereço de nossa casa, enquanto meu pai era torturado para falar de suas atividades. Não resistindo ao “pau-de-arara”, falei o endereço de nossa casa. Meu pai continuou a ser massacrado por Ustra, pessoalmente,e seus comandados na “cadeira-do-dragão” (eletrificada) depois de metralhado ao tentar fugir”  (...) não conseguindo extrair nenhuma informação, Ustra e seus policiais mataram meu pai a pauladas " Ivan Seixas, no auge do seu rancor pela morte de seu pai, mentindo em benefício da causa, declara, entre outras inverdades, no artigo acima que eu:
1. Invadi, saqueei sua casa e o torturei;
2. Torturei seu pai, pessoalmente; e
3. Eu e os meus policiais matamos o seu pai a pauladas.
Às vezes se consegue provar que a afirmação difundida não passa de uma mentira e ela pode ser desmascarada.
No dia 15 de abril de 1971, conforme rádio nº 774-S, de 16 de abril de 1971, do diretor do Hospital Geral de São Paulo (conhecido como Hospital Militar do Cambuci) ao Comando do II Exército, publicado no Boletim Interno do II Exército, em 22 de abril de 1971, baixei ao citado hospital para extrair as amídalas, tendo alta no dia seguinte, para convalescer, em repouso, durante sete dias.   
Como poderiam ter invadido e saqueado sua casa; torturado a ele e a seu pai; e ainda matado seu pai a pauladas, se estava operado há apenas um dia?
Provavelmente, Ivan Seixas vai alegar que o rádio é falso e que minha cirurgia foi forjada.
Assim, de acusação em acusação, sem provas, eles vão deturpando e reescrevendo  a história."

Quanto á morte do cel Alfeu, que ele conta à maneira dele,  leiam o que realmente aconteceu

"Morte no QG da 5ª Zona Aérea, Canoas/RS

Quatro dias após a vitória da Contra-Revolução, no dia 04 de abril de 1964, o major-brigadeiro Nelson Freire Lavanére Wanderley, acompanhado do coronel Roberto Hipólito da Costa, foi ao Quartel General da 5ª Zona Aérea, comandada, interinamente, pelo coronel aviador Alfeu de Alcântara Monteiro, para assumir o comando daquela Grande Unidade da Aeronáutica.

O coronel Alfeu era tido como um oficial janguista. Ao chegarem ao QG, o brigadeiro Lavanére e o coronel Hipólito se dirigiram para a sala do comandante, situada no primeiro andar, e ocupada pelo  coronel Alfeu.      

Recusando-se a passar o comando, o coronel Alfeu reagiu violentamente, ferindo o brigadeiro com dois tiros de revólver: um que atravessou a subcutânea, perto do olho, em direção da orelha e o outro que penetrou o mamilo esquerdo e seguiu em direção ao braço.

Quando o coronel Alfeu atirou, o coronel Hipólito revidou, em defesa de sua vida e da do major brigadeiro, ferindo, mortalmente, o coronel Alfeu, também com dois tiros, na lateral esquerda do tronco.

Logo após esses acontecimentos, o major Pirro de Andrade chegou à escada de acesso ao primeiro piso e ordenou ao cabo enfermeiro Onéias Rech que atendesse o major-brigadeiro, que acabara de ser ferido. O cabo Rech subiu a escada, entrou na sala e, amparando o brigadeiro, retirou-o do local, entregando- o ao cabo enfermeiro Olavo Souza, que o conduziu ao hospital do QG.

Retornando à sala do comando, o cabo Rech ajudou a atender o coronel Alfeu, que, ferido, estava caído atrás da sua escrivaninha, empunhando um revólver calibre 32. O cabo Rech retirou-lhe a arma e a colocou sobre a escrivaninha.

Como os ferimentos do coronel Alfeu eram graves, ele foi conduzido numa ambulância, acompanhado pelo cabo Rech, para o Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre, onde veio a falecer.

Foi instaurado um Inquérito Policial Militar. No Processo Penal o coronel Hipólito absolvido em todas as instâncias.

A Comissão de Especial, criada pela lei 9140 de 04/12/1995, concedeu, por unanimidade, a indenização de cem mil reais aos beneficiários do coronel Alfeu.

Trechos transcritos do livro : A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o brasil conheça, de Carlos Alberto Brilhante Ustra"

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