Depoimento de Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz - (Clemente) 
Matéria produzida e editada pelo site   www.averdadesufocada.com  
Vejam, no vídeo abaixo,  a frieza com que  Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, (Clemente),  fala sobre sua participaçâo em vários assassinatos.
http://youtu.be/-RwwqyKj1vk
Integrou-se à Ação Libertadora Nacional - ALN aos 17 anos. Participou da luta armada entre 1967 e 1973, Clemente, para não ser preso ,fugiu para Cuba e depois para Paris.
Essa descrição é do "justiçamento" de Henning Albert Boilesen, diretor do Grupo Ultra, escolhido em uma lista tríplice , onde constavam também os nomes de Peri Ingel - presidente do Grupo Ultra  e Sebastião Camargo, diretor da Construtora Camargo Correia.
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A intenção dos terroristas, com esse "justiçamento" , era intimidar os industriais que eles julgavam estar ajudando os órgãos de segurança  com dinheiro,  para compra de viaturas e rádios, para que a guerrilha urbana fosse desbaratada mais rapidamente
 Depois, passaram a dizer que Boilesen tinha sido justiçado porque, além de ter inventado uma máquina de dar choques nos presos, ainda assistia às torturas ou torturava os presos, pessoalmente.
Agora, neste depoimento, Carlos Eugênio afirma que o assassinato de Boilesen ocorreu porque os industriais se reuniam para dar prêmios aos agentes, pela captura dos militantes. No caso dele, a oferta teria sido maior que o oferecido pelos Estados Unidos , pelo Bin Laden.

Boilesen foi escolhido em uma lista tríplice, enviada por Lamarca para André Camargo Guerra - MR-8 - que, então, a encaminhou ao famigerado "Tribunal Revolucionário" .
Feito o levantamento dos hábitos de Boilesen, ele  foi executado no dia 15 de abril de 1971.
Participaram desta operação:
Devanir José de Carvalho, Dimas Antônio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MR-8;
Yuri Xavier Pereira, Antonio Sérgio de Matos , José Milton Barbosa  e   Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela ALN; 
Gregório Mendonça, Laerte Méliga e Gilberto Faria Lima , pela VPR.
Joaquim Alencar Seixas e  Dimas Antônio Casemiro do MRT.
Em 23/03/1971 Márcio Toledo Leite  foi "justiçado ", porque, vindo de Cuba, onde fizera treinamento de guerrilha, entrou para a ALN  julgando-se apto a ocupar um Comando Regional, pelo menos. Depois de participar de algumas ações, sentindo-se desprestigiado, queria  mudar de organização. Escreveu uma  carta , da qual transcrevemos o seguinte trecho:
" Não vacilo e não tenho dúvidas quanto às minhas convicções. continuarei trabalhando pela revolução, pois ela é o meu único compromisso. procurarei onde possa ser efetivamente útil ao movimento e sobre isso conversaremos pessoalmente."
Em um ponto,  marcado por ele para conversar a respeito da sua saída da ALN, foi morto por seus próprios companheros de organização, que o "justiçaram". Foram 10 tiros de revólver .38 e pistola 9mmm. Márcio foi atingido por 8 tiros. morreu na hora.
Participaram da ação : Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz Coelho, Antônio Sergio de Matos, autores dos tiros. Yuri Xavier Pereira, Paulo de Tarso Celestino da Silva e José Milton Barbosa, na cobertura.
A ALN, assumiu a autoria do assassinato em panfletos deixados no local. Motivo alegado ;abandono da luta
Sobre o " justiçamento" de Márcio Toledo Leite - que chama de Mário -, Clemente em seu livro, Viagem à luta armada, prefaciado e elogiado por Franklin Martins, escreve o seguinte:
."...Mário não pode passar por traidor, e os companheiros que tomaram a decisão e executaram a sentença não podem ser conhecidos como frios assassinos políticos que matavam para tomar o poder na Organização. Nossa luta não será relegada a uma aventura inconsequente que chegou a extremos  devido a esse ou aquele companheiro que fraquejou ou tomou a decisão errada. (...)
Cada "justiçamento" tinha sua justificativa - estrangeiro pertencente a países imperialistas, agentes dos órgãos de segurança, e no caso de companheiros; desvio de dinheiro, de armas, ou desistência da luta armada e traição.

Em uma matéria de O Globo, publicada em 31/01/2005, página 3  sobre um "justiçamento' de um companheiro de luta - Carlos Alberto Cardoso -, o repórter declara que, " ao longo do regime militar, houve cerca de 30 casos de 'justiçamentos".
Carlos Eugênio, no seu depoimento, afirma que a partir de julho de 1970 nenhum preso saiu vivo da prisão.O que não é verdade.. Muitos que foram presos estão vivos.
 Ele jamais foi preso . Fugiu antes que isso acontecesse..
Quanto às mortes na prisão, é possível crer que "esses meninos desarmados" se entregariam sem reação?
Na sua quase totalidade eles morreram em combate ou tentando a fuga ou o suicídio durante a cobertura de pontos, conforme era noticiado pelos jornais de grande circulação  e não como  está declarado nos livros publicados pela Secretaria de Direitos Humanos, onde consta que  quase todos  foram mortos sob tortura e enterrados clandestinamente para que suas mortes não fossem descobertas.
Fonte :
Projeto Orvil
A verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça, de Carlos Alberto Brilhante Ustra
Viagem à luta Armada , de Carlos eugênio Paz
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