Ato público, em frente ao Congresso , em 2004/5,
 promovido pelo Ternuma. Uma dessas cruzes tem
 o nome do Maj EB José Júlio Toja Martinez 
 
Colaborando com a Comissão da Verdade que, segundo seus idealizadores,  "procura apenas  reconstruir a história", estamos , hoje, relembrando atos criminosos praticados por  organizações subversivo-terroristas que atuaram nas décadas de 60 e 70.
Nosso objetivo principal , na realidade,  é  reverenciar os 119 mortos que tombaram pela fúria política de terroristas. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que eles  não serão esquecidos. 
  Os familiares de seus assassinos ou eles próprios foram indenizados e são cultuados como heróis.
As famílias de suas vítimas esperam até hoje por justiça
 
04/04/1971 -Hoje reverenciamos o Major do Exército José Túlio Toja Martinez no 40º aniversário de sua morte               
No início de abril, a Brigada Pára-quedista do Rio de Janeiro recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ.
Não desejando passar esse informe à 2ª Sessão do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância sobre a citada residência. Por volta das 23 horas desse dia, chegou, num táxi, um casal, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando  preservar a “senhora” de possíveis riscos.
Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, de sua “barriga”, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio que causou a morte do casal de terroristas. Estes foram identificados como sendo os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.
No “aparelho” do casal foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército.
O major Martinez.  deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com onze anos de idade.
As famílias de Marilena Villas-Boas  e Mario de Souza Prata  foram indenizadas pelo governo federal.

 
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