E ainda tomarão decisões importantes
 para o futuro do Brasil.
 Com Maluf, sem contrangimentos
Por Isabel Braga - O Globo - 03/03/2011  
Deputado não vê problemas em comissão

BRASÍLIA. No primeiro discurso depois de eleito presidente da comissão especial encarregada de fazer a reforma política da Câmara, o deputado Almeida Lima (PMDB-SE) disse não ter qualquer constrangimento de comandar a comissão, que é composta por deputados que enfrentam ou enfrentaram problemas na Justiça eleitoral ou respondem a processos por uso do caixa dois nas campanhas eleitorais.
Em resposta à reportagem publicada ontem em O GLOBO, sem citar nominalmente os colegas, Almeida Lima afirmou que os que estão na comissão já enfrentaram o teste das urnas e muitos estão ali porque já passaram pelo crivo da Justiça eleitoral:
- Se aqui se encontram, encontram-se legitimamente e eu não tenho autoridade para dizer que a Justiça prevaricou. Me sinto plenamente confortável em presidir essa comissão, sem qualquer constrangimento.
Entre os 41 deputados que integram a comissão estão nomes como Paulo Maluf (PP-SP), que chegou a ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo na eleição do ano passado, além de dois deputados que são réus em processos no Supremo Tribunal Federal, (STF): Valdemar Costa Neto (PR-SP), que responde a processo no chamado mensalão do governo Lula, e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que é reu no processo do mensalão mineiro.
Ao contrário de Maluf que não foi visto na maior parte da 1ª reunião, o deputado Newton Cardoso (PMDB-MG) estava presente, afirmou que se sentia à vontade e que lutará para que a reforma política seja feita. Segundo ele, as acusações que apareceram durante sua separação conjugal, com questionamentos sobre seu aumento patrimonial, não o impedem de participar da comissão:
- Não (devem) confundir o meu patrimônio com votação. O que tem a ver uma coisa com a outra? Nada. Patrimônio quem tem que ver é o imposto de renda.
Indagado se o fato de a comissão ter deputados que foram acusados de serem fichas-sujas e réus do mensalão enfraqueceria o debate, o peemedebista afirmou que é preciso investigar tudo:
- É preciso verificar se ainda existe mensaleiro neste país. Como eu falei hoje essa Casa anda cheia de coisas nebulosas. Eu cheguei aqui sem apoio (de empreiteiras).
 

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