PF adia pela quarta vez conclusão de inquérito que investiga caso Erenice
Folha de São Paulo - Casa Civil
DE BRASÍLIA - A Polícia Federal vai adiar pela quarta vez a conclusão do inquérito que investiga suposto tráfico de influência de Erenice Guerra e seus familiares na Casa Civil. A PF escolheu como um dos alvos dessa fase a atuação do marido da ex-ministra.
Braço direito da presidente Dilma Rousseff na gestão passada, Erenice deixou o governo no mesmo dia em que reportagem da Folha mostrou que a ex-ministra usou a estrutura da Casa Civil para beneficiar a empresa de seu filho.
Até agora foram ouvidas 48 pessoas, entre elas funcionários da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e empresários ligados a José Roberto Camargo Campos, marido da ex-ministra.
Segundo o advogado do casal, Mario de Oliveira Filho, os dois estão em viagem no exterior. Ele sustenta que não há provas contra seus clientes.
O último prazo concedido pela Justiça para a conclusão das investigações vence no dia 15 de março. A polícia ainda analisa o resultado da perícia nos computadores apreendidos na Casa Civil e outros órgãos do governo e pretende tomar novos depoimentos.
A investigação do escândalo que derrubou oito pessoas no governo se arrasta há 120 dias. Caberá ao Ministério Público Federal definir o novo período da prorrogação. No último pedido da PF, a Justiça autorizou a prorrogação por 60 dias, antes disso foram duas de 30 dias. 
 
 

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