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Entre ruínas, cada um, a seu modo, o povo luta pela vida
 Muitos sobreviventes da tragédia, desesperados, buscam parentes, vagando pelos escombros onde  antes viviam.
Nós, de longe, ficamos com o coração apertado. Lágrimas são inevitáveis, até entre alguns repórteres que cobrem as cenas da tragédia.
Nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, na Região Serrana do Rio, o número de mortos  já chega a 591, e tende a crescer. Talvez não saibamos nunca o número exato de mortos. Alguns continuaram desaparecidos, soterrados pelo descaso do governo.

São cenas comoventes. "Em Itaipava, a manicure Vera Lucia Rodrigues vagava ontem à procura da mãe,  Maria Emília, de 67 anos, desaparecida.
Andréia Azevedo, de 37 anos, teve que se endividar para alugar um helicóptero e resgatar os pais que vivem em Bom Jardim. O pai quis ficar para ajudar na reconstrução de sua cidade."
( O globo  -15/01)
Em muitos lugares, ainda não há luz ou telefone. A comida já não é suficiente para todos. Bombeiros, Policiais Militares,  Forças Armadas e muitos voluntários procuram amenizar o sofrimento da população, mas existem áreas que ainda estão inacessíveis.
É o caos total, apesar desse tipo de tragédia acontecer todos os anos. Foi assim também em Angra dos Reis;  em Niterói - no Morro do Bumba -, onde 3200 famílias perderam suas casas e alguns de seus entes queridos. Muitas ainda permanecem na fila para receber o auxílio do aluguel social e, sem opção, outras  voltaram a viver nas áreas de risco. As obras nas encostas, prometidas  e necessárias, não foram feitas. 
Aconteceu em Santa Catarina em 2008 e devastou Blumenau.   No Nordeste, em junho de 2010, cidades do interior de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe, onde a pobreza já é grande,   também tiveram casas destruídas  e  famílias desabrigadas. Os abrigos eram poucos e algumas ficaram alojados em barracas.
Minas Gerais é outro estado que , com muita frequência sofre com as chuvas
 Essas tragédias, infelizmente, são esquecidas, antes mesmo que outras aconteçam.
 Essas cenas desoladoras já estavam, e continuam, acontecendo em São Paulo. É verdade, que, graças a Deus, em menor escala. Mas, até hoje, não soubemos da visita, nem do sobrevoo da presidente  Dilma às áreas atingidas naquele estado governado pela oposição, para levar, pelo menos, conforto às vítimas do descaso .dos políticos. 
 

Locais para enviar ajuda entre em:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/saiba-como-ajudar-os-desabrigados-da-chuva 

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