General José Elito  C\carvalho Siqueira

Comissão da Verdade continua a incomodar
Após a posse, ministros de Dilma já mostram divergências sobre os crimes da ditadura militar
Jornal do Brasil - 04/01/2011
O dilema em torno da criação da Comissão Nacional da Verdade deve continuar no governo da presidente Dilma Rousseff. Ontem, a nova ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), a gaúcha Maria do Rosário Nunes, deputada federal reeleita (PT-RS), afirmou que “é mais do que chegada a hora” do país prestar esclarecimentos sobre a violação de direitos humanos ocorrida durante a ditadura militar (1964-1985).

O oposto do que defende o novo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito Carvalho Siqueira.
Maria do Rosário, que nasceu depois do golpe militar de 1º de abril de 1964, disse que a reconciliação é um “encontro de gerações em torno de uma nova cultura”. Segundo pontuou em discurso de 18 páginas, na solenidade de transmissão de cargo na sede da SDH em Brasília, “não se trata de atitude de revanche”.
– Estamos movidos pelo entendimento. As Forças Armadas são parte da consolidação da democracia – afirmou. – Não há mais contradições entre os setores militares e a democracia. Nós estamos conciliando a nação brasileira.
GSI Na contramão, o novo ministro-chefe do GSI afirma que o país não deve ficar olhando para trás.
– Não vamos ficar nós, vendo situações do passado, pontuais, que não levam a nada.
Temos que pensar para frente, na melhoria do nosso país para as nossas gerações e podemos estar perdendo tempo, espaço e velocidade se ficarmos sendo pontuais em situações iso ladas do passado – disse José Elito Carvalho Siqueira .
O ministro-chefe do GSI afirmou, ainda, que o dia do golpe militar deve ser tratado como fato histórico: – O que é o 31 de março de 1964? Golpe, movimento “a” ou “b”, não. O movimento de 1964, hoje, já faz parte da história – disse. –Temos que ver o 31 de março como um dado histórico para a nação, seja com prós e contras, mas com um dado histórico. Da mesma forma os desaparecidos.
No último mês do governo Lula, o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), pela violação de direitos fundamentais de 62 pessoas desaparecidas na Guerrilha do Araguaia (ocorrida no início dos anos 1970).
 
 

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