O ÚLTIMO ATO MESQUINHO DE UM POLÍTICO MENOR
 
                   Ele só pensa nisso ...
Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo
            Afinal, quem é esse Sr Vannuchi? Definitivamente, não se trata de um político de reconhecido sucesso. Célebre? Talvez por seus ataques de rancor, nunca por ter gerado algum ato construtivo. Manteve-se como secretário do governo Lula, muito mais em consideração a uma longa amizade com o primeiro mandatário do que por contribuições efetivas ao governo. Sim, porque inúmeras foram as oportunidades em que sua insistência em revelar seu caráter revanchista e totalitário provocou constrangimentos desnecessários dentro da equipe governamental.           

Já próximo ao apagar das luzes da gestão Lula foi protagonista de um malfadado Programa Nacional de Direitos Humanos 3 que, de tão ruim, teve de ser revisto poucos dias após ter vindo a público – ruim, autoritário e totalitarista, um verdadeiro atentado contra os princípios democráticos.
Conseguiu desagradar amplos e variados segmentos da sociedade brasileira.  Através de um decreto, cujo texto o presidente alegou nem ter chegado a ler, expôs sua verdadeira face, sua ânsia em ideologizar o dia a dia dos cidadãos, sua real intenção de desconstruir o acervo cultural amealhado, em nosso país, ao longo dos séculos da vida nacional.

Direitos humanos, em sua concepção, significam qualquer coisa que o governo deva meter sua colher, ainda que de forma arbitrária. Com uma canetada, pretendeu santificar terroristas e assassinos, tornar letra morta, unilateralmente é claro, a lei de anistia, censurar a mídia, abolir princípios e valores cristãos, substituir a justiça por comitês marxistas, em casos de invasões de terra, provocar uma lavagem cerebral em nossos alunos, através da revisão do material didático e da indicação de livros para leitura.
Foi justamente nessa última área que engendrou seu derradeiro ataque. Foi anunciado que sua Secretaria, nos últimos momentos de seu governo, em parceria com o Ministério da Educação, iria distribuir à rede escolar um CD ROM, mostrando os “horrores da ditadura militar”. Poucas iniciativas poderiam ter sido mais inoportunas. Em um tempo em que as parcelas mais representativas da sociedade procuram consolidar um clima de conciliação; em um tempo em que expressivas lideranças de esquerda falam que não é hora de se cultivar rancor; em um tempo em que a própria presidente recém empossada prega, em seu primeiro pronunciamento, a união entre todos os brasileiros, surge tal esdrúxula medida.
Logo na educação, tão carente em nosso país de ajustes positivos. Segundo relatórios da UNESCO, há real insuficiência na qualidade educacional, a partir da má gestão dos sistemas e das escolas, da formação ineficaz dos profissionais da educação e de suas precárias condições de trabalho. Não é, pois, sem motivo que ainda sofremos com números em repetência e abandono da escola entre os mais desfavoráveis da América Latina, o que nos leva a baixos índices de conclusão da educação básica.
Logo na educação, área em que repetidas pesquisas expõem uma grande parcela de alunos, em todos os níveis, com deficiências graves em disciplinas críticas, resultando em baixa capacidade de absorção de conceitos científicos, prejudicando, dessa forma, a inclusão desses indivíduos no mercado de trabalho e comprometendo a própria capacidade do país de se desenvolver de forma sustentada.
Logo na educação, campo no qual o Brasil tem amargado sucessivas frustrações em termos de cumprimento de metas, particularmente quanto ao plano do MEC em vigor. De acordo com esse plano, deveríamos estar hoje com uma taxa de 4% de analfabetismo – estamos nos 10%. O mesmo descompasso verifica-se no outro extremo da escala, no ensino superior. Longe da meta de 30%, ainda patinamos em 14%.
Logo na educação, tão carente de material de qualidade. Mas de material sério, nunca de objetos cujo único sentido está na disseminação do ódio e da mentira
            Caso o secretário e o ministro julguem mesmo importante relembrar, com nossos alunos, o tempo do regime militar, deveriam ter, pelo menos, a honestidade de mostrar ambos os lados. Deveriam informar que as últimas grandes obras de infraestrutura – em estradas, portos, energia, comunicações, etc – foram feitas naquele período. Deveriam informar, com especial ênfase, as atrocidades cometidas por bandidos terroristas que almejavam transformar o Brasil em uma grande Cuba e hoje posam como defensores da democracia.

Comments powered by CComment