Sebastião Thomaz de Aquino - teve a perna ampu-
 tada - Atentado a bomba -Aeroporto de Guarara-
 pes - 2 mortos, 13 feridos -  Organização AP
Terrorismo:
 modo de coagir, ameaçar ou influenciar outras pessoas ou de impor- lhes a vontade pelo uso sistemático do terror. Forma de ação política que combate o poder estabelecido mediante o emprego da violência
 
 Guerrilha :
luta armada realizada por meio de pequenos grupos constituídos irregularmente, sem obediência às normas estabelecidas nas convenções internacionais, e que com extrema mobilidade e grande capacidade de atacar de surpresa, visa ao crescimento progressivo das próprias forças mediante a incorporação de novos combatentes e abertura de novas frentes guerrilheiras até que se possam travar com êxito combates diretos contra as tropas regulares inimigas.

Fonte: Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa
 
" Mistificações
Nas Entrelinhas - Alon Feuerwerker - Correio Braziliense -17/12/2010 
Parte da esquerda considerou que o golpe de 1964 contra Jango havia comprovado o esgotamento da chamada “democracia burguesa”, e portanto da possibilidade de transformações progressistas por meios pacíficos. Era descrito na época como o “colapso do populismo”

Texto completo

É razoável que a participação de Dilma Rousseff na luta armada contra a ditadura tenha sido objeto de atenção na campanha eleitoral, e é democrático que ela, como presidente eleita para governar o Brasil, sofra a iluminação dos holofotes sobre a biografia.
Quem se candidata a dirigir o país tem certas regalias, mas abre mão de outras. Ou deveria abrir.

 
             Organização COLINA

Um subproduto indesejado, porém, é a luta política contaminar excessivamente a observação histórica. É inevitável, mas as taxas andam acima do recomendado pela razoabilidade.
O que não é razoável? A insistência em caracterizar as ações da oposição armada de quatro décadas atrás como “terrorismo”.
Se terrorismo houve no Brasil naquelas épocas, foi esporádico e praticado durante a abertura dos anos 1970 e 1980, exatamente por quem se opunha à redemocratização. O Riocentro ficou como símbolo dos espasmos. (...)
 
 Comentário do site: www.averdadesufocada.com :

Alon Feuerwerker é um dos articulistas mais transcritos no nosso site Seus artigos são claros e sempre isentos de posições ideológicas radicais . Hoje,  no entanto, baseando-nos na definição acima de terrorismo,  vamos nos atrever a discordar. As organizações que optaram pela luta armada praticaram  atos de terrorismo. para não nos alongarmos ,vamos citar apenas alguns desses atentados:

12/11/1964 - atentado a bomba no cine Bruni , no RJ,  provocando a morte do vigia  Paulo Macena - protesto contra a Lei Suplicy

25/07/1966 - atentado a bomba no Aeroporto Guararapes, Recife, com dois mortos - um almirante e um jornalista. Feridos - um coronel com perda dos dedos de uma das mãos e ferimentos graves em uma das pernas , um vigia - perda de  uma perna -, e outros 11 civis feridos, inclusive uma criança de 6 anos. Antes desse atentado outras seis bombas explodiram em Recife. - Organização Ação Popular -AP

20/03/1968 - atentado a bomba no consulado americano, em São Paulo  ferindo gravemente o transeunte Orlando Lovécchio, que perdeu

 
     Orlando Lovecchio -vítima do
     terrorismo
uma perna, ferindo mais dois estudantes . Organização VPR

21/06/1968  - atentado a tiros na embaixada dos Estados Unidos, RJ,  este dia ficou conhecido como "sexta-feira sangrenta", pela quantidade de distúrbios ocorridos na cidade - depredações, queima de carros particulares, ônibus, etc; Organização: Dissidência Comunista da Guanabara DI/GB

26/06/1968 - atentado a bomba  ao QG do II Exército - morte do soldado Mario Kosel e ferimentos em 5 militares Organização VPR
01/07/1968  - assassinato do major alemão Edward Ernest Tito Otto Maximilian von Westernhagen, que fazia curso de Estado Maior no Brasil - Organização COLINA

 27/10/1968 - atentado a bomba contra a loja Sears, no bairro de Água Branca S.P - Organização VPR

12/10/1968 - assassinato do capitão americano Charles Rodney Chandler, na frente de sua mulher e três filhos menores - o mais velho com nove anos - O capitão fazia curso em uma universidade em SP - Organização VPR


../05/1969  - atentado a bomba  na empresa Allischalmers , na avenida Água Branca. Organização ALN

24/08/1969  - atentado a bomba na loja Mappin /SP - Organização: ALN

04/09/1969 - sequestro do embaixador americano , Charles Burke Elbrick, RJ. Organizações : VPR e ALN

11/03/1970 - sequestro do consul japonês,  Nobuo Okuchi, SP. As negociações duraram  4 dias. Organizações: VPR  REDE e MRT

04/04/1970 - tentativa de sequestro do consul americano Curtis Carly Cutter, PA -

11/06/1970 - sequestro do embaixador da alemanha  Ehrenfried von Hollenben -RJ- As negociações duraram  5 dias - Organizações: VPR e ALN

07/12/1970  - sequestro do embaixador suiço Giovanni Enrico Bucher- As negociações duraram 40 dias - Organização VPR

05/02/1972 - assassinato do marinheiro inglês David A. Cuthberg, de 19 anos, que, aproveitando a visita de uma Força Tarefa da Marinha Inglesa, que aportara no Rio de Janeiro, saiu de táxi para conhecer a cidade. Organizações: VAR-Palmares, ALN e PCBR

1/10/1973 - atentado a bomba nos escritórios da agência de passagens da empresa aérea  Lan-Chile , na avenida Rio Branco , ferindo seis populares e a seis policiais. Organizações :

 
             Download no site
ALN , PCBR e Var-Palmares

Pelo menos 3 sequestros de aviões de passageiros desviados para Cuba e um frustrado.

Fontes: Projeto orvil
              A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça - Carlos Alberto Brilhante Ustra - 6ª edição
 
 
" (...) O que a esquerda armada fez aqui foi guerrilha, urbana e rural. Pode-se definir guerrilha e terrorismo como mais convém. Mas se as palavras são distintas é por significarem coisas diferentes.
Guerrilha é uma guerra com certas características, irregulares. Travada portanto entre contingentes militares. ( Observação do site
www.averdadesufocada ; Ver definição acima) Terrorismo é o uso de violência maciça contra a população civil, ainda que com propósitos políticos.
Se a mitologia da direita alimenta o espectro do “terrorismo” supostamente praticado por organizações políticas da esquerda, esta última adquiriu a mania de responder à mistificação com outra: de que a luta armada foi o único recurso restante a quem desejava combater então a ditadura.
Seria, então, ou a guerrilha ou a passividade.
Bonito, mas completamente furado. A luta armada foi integralmente derrotada no início dos anos 1970. Seu último suspiro foi o Araguaia. Mesmo assim, 10 anos depois a ditadura caiu, culminando uma longa agonia, iniciada na eleição de 1974.
Se o único meio de luta possível era o militar, e se as atividades militares da oposição haviam cessado há mais de uma década, quem e o que derrubaram o regime? Seria um mistério e tanto.
A escapatória mítica da “ausência de opção” exibe esse buraco lógico.
A luta armada naquela época não foi resultado da ausência de alternativas, mas uma opção política.
Parte da esquerda considerou que o golpe de 1964 contra João Goulart havia comprovado o esgotamento da chamada “democracia burguesa”, e portanto da possibilidade de transformações progressistas por meios pacíficos. Era descrito na época como o “colapso do populismo”.
Juntaram a isso o entusiasmo com as revoluções chinesa e cubana e arremataram a receita.
 Deu errado, como se sabe. O que deu certo foi outro caminho, de participação nos espaços políticos remanescentes para a oposição, de engajamento firme no processo eleitoral, de reorganização da resistência social, a começar do movimento estudantil. A luta pela redemocratização como é bem conhecida dos historiadores.
Deu tão certo que relativamente pouco tempo depois o regime foi obrigado a revogar o discricionário Ato Institucional número 5, abrindo ainda mais espaço para a ação política pacífica. Não foi coincidência o movimento operário do ABC ter emergido depois da revogação do AI-5. E não antes.
As grandes mobilizações que desfecharam os golpes finais no autoritarismo foram principalmente consequência dos espaços arrancados pela resistência democrática, não causa.
Outra mistificação é dizer que quem enfrentou o regime de armas na mão fê-lo por ter mais coragem. Coragem é atributo difícil de medir, ou de comparar, mas enfrentar uma ditadura desarmado costuma ser ato de enorme coragem.
 
Coragem
Por falar em coragem, oportuna e corajosa a manifestação do ministro da Defesa, reafirmando a Anistia brasileira.
A Lei de Anistia de 1979 foi uma grande conquista da luta democrática do povo brasileiro, e fechou de maneira inteligente e generosa toda uma etapa complicada da História do Brasil. Merece ser defendida.
O país tem o direito a conhecer sua memória. As famílias dos combatentes caídos na luta contra o regime militar têm total direito de saber o que se passou com seus entes queridos.
A Anistia não é impedimento para nenhuma das duas coisas. É apenas, como sempre foi na nossa trajetória nacional, um instrumento para impedir que o passado seja oportunisticamente transformado em obstáculo à construção do futuro.
  Dezembro

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